Morreu Charles Dumond. Pena minha. Como eu gostava de ouvir este magnifico cantor na minha fase de jovem-adulto!…
Com ele fiz peregrinações inimagináveis, construí pequenos mundos, sonhos inenarráveis; ilusões que se esvaíam, porque nelas era apenas eu; voei com ele a elevadas altitudes; caí com ele, repentinamente, e magoei-me. Tudo isto se desenhava em canções suas como, « Un Homme Tout Simplesment», «Le Blues Américain», «Dis, Cette Mélodie», «Réssuscitter L ´amour», «Le Pianiste du Bar».
Charles Dumond (1929-2024), cantor e compositor francês, foi autor de «Non, Je Ne Regrette Rien», canção imortalizada por Édith Piaf. Quem não conhecia esta extraordinária diva francesa!
O êxito de Dumond era avassalador. Numa entrevista à AFP em 2015, o compositor reconhece: “ a minha mãe deu-me à luz, mas Édith Piaf trouxe-me ao mundo”.
Escreve mais de 30 músicas para Piaf. Depois, grava um álbum em nome próprio, o que acontece em 1964, já Édith havia morrido.
Cantou a última vez num concerto em 2019, junto à Torre Eiffel.
No dia da sua morte reencontrei, no monte desorganizado dos meus discos, o vinil velhinho e muito riscado, de tanto ser ouvido, distribuído pela Valentim de Carvalho. Na capa, a fotografia do cantor abraçado a uma bela jovem, apaixonadamente abraçado, diga-se, e na capa escrito, Un Homme Tout Simplement Un Homme.
Uma boa frase para celebrarmos o Natal que se aproxima.
Bom Natal para todos, Tout Simplement En Paix.