24 de Outubro de 2021 | Coimbra
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Museu do Ourives Ambulante nasce em Febres

23 de Abril 2021

A Freguesia de Febres, no concelho de Cantanhede, vai ter um Núcleo Museológico do Ourives Ambulante, equipamento cultural que vai ser criado no edifício contíguo à sede da Junta. A Câmara Municipal atribuiu um subsídio de 284.605 euros para este projeto, montante que corresponde ao valor total da empreitada de reabilitação do imóvel.

Com um prazo de execução de 240 dias, este projeto visa “perpetuar a história dos ourives ambulantes, mas também dos relojoeiros e conserteiros de joalheira e relojoaria da região da Gândara, prestando a devida homenagem às sucessivas gerações que se têm dedicado a essas atividades”. Nesse sentido, o edifício de dois pisos onde ficará instalado o núcleo museológico vai ser sujeito a profundas obras de reabilitação, processo que contempla a demolição de alguns elementos construtivos, o reforço da estrutura e de algumas paredes em betão armado e a substituição de toda a cobertura. Prevista está também a recuperação das alvenarias e das cantarias, o revestimento e pintura de paredes, pavimentos e tetos e a colocação de novas caixilharias e serralharias, bem como a construção de equipamentos sanitários, a instalação de um elevador e a execução das redes elétrica, de ITED, de segurança contra risco de incêndios e de águas e esgotos.

A memória descritiva do projeto, da autoria da arquiteta Anabela Neto, refere que, “embora a atual construção não tenha características particularmente interessantes, pretende-se preservar a sua memória das diversas utilizações de carácter social que teve ao longo do tempo e que fazem parte da memória coletiva da gente de Febres”.

A Junta de Freguesia de Febres pretende que este Núcleo Museológico do Ourives Ambulante tenha “um carácter específico e bastante diferenciador relativamente a outros equipamentos congéneres, quer ao nível da linguagem expositiva, quer quanto ao modelo educativo e pedagógico a implementar, “abrindo caminho ao desenvolvimento de um segmento da história da região que está um pouco esquecida e que precisa ser revitalizada”.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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