Não está na moda ser igual a si,
Andar triste, chorar até mais não;
Sair à rua, por aqui e ali,
Sentir rebelde o frágil coração.
Não está na moda qu’rer a Imensidão,
Compor mais versos sempre em frenesi;
Pensar que não há berço nem caixão,
Dizer que o Mundo fica algures, aí.
Não está na moda até mostrar Loucura,
Inventar que há mais sol na noite escura;
Simplesmente, antever o próprio Fim.
Não está na moda dar um beijo a alguém,
À companheira, à namorada, à Mãe…
– Não está na moda o Poeta que há em mim!