A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) defende que se proceda, imediatamente, a uma nova abordagem à testagem da covid-19, perante as circunstâncias atuais da pandemia na região e da existência das novas variantes do vírus no país bem.
“Dada a necessidade e a importância de identificar sistematicamente as variantes de interesse clínico e epidemiológico do SARS-CoV-2 (variantes do Reino Unido, África do Sul, Brasil e Califórnia) nos doentes infetados, não deveremos hesitar e não podemos perder tempo. Temos de operacionalizar a identificação das variantes em Portugal em todos os doentes que teste positivo para SARS-CoV-2 de modo a adquirirmos mais conhecimento sobre o vírus e podermos assim tomar medidas epidemiológicas e clínicas mais ajustadas”, explica Carlos Cortes, presidente da SRCOM.
O médico, especialista em Patologia Clínica, defende a imediata inclusão da obrigatoriedade de identificação das variantes de interesse no Plano Nacional de Testes à Covid-19 da Norma 19/2020 atualizada a 11/02/2021.
“Necessitamos de identificar quadros clínicos graves, necessitamos de acautelar as circunstâncias da reinfeção, necessitamos de mapear o país e perceber quais os circuitos das variantes, precisamos de saber mais dados sobre a doença que nos atormenta há um ano e, para isso, temos de testar cada vez mais pessoas”, justifica.