As rajadas não são de vento… Antes de ciclones bélicos, numa tempestade de imbecilidades políticas, a nível mundial.
Recuso-me a entender as atrocidades cometidas pela e na Rússia… pela e na Ucrânia… pela e na Palestina… por e em Israel.
Ninguém ousa segurar na bandeira branca esfarrapada, não porque o mastro seja pesado, mas porque as mãos estão decepadas… ou, tão-somente, porque há mais hormonas fálicas na alma saltitante do que aquilo que eu imaginara.
Sinto vergonha em pertencer a este Clã Telúrico; em estar vivo… Assisto de escarlate camarote, forrado a arame farpado, aos prolíferos, cirúrgicos e pornográficos relatos da Imprensa e, após a visualização de corpos chacinados, oiço alguém, ao meu lado, perguntar se há bavaroise de morango para o jantar ou se o Benfica ganhou.
Detesto não ser capaz de me decidir entre ficar ou partir.
Tolero a mentira da beleza da Lua e adio a redacção do meu epitáfio.
Entanto, há quem creia na pecúnia da hipocrisia da gravata e dos saltos altos…
BRAVO!!!
“Pai, não lhes perdoes, pois eles sabem o que fazem”!
27/10/2023