23 de Abril de 2021 | Coimbra
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Manuel Bontempo: uma vida de dedicação a “O Despertar”

5 de Março 2021

Manuel Bontempo é o mais antigo colaborador de “O Despertar”. Chegou ao jornal quando tinha apenas 22 anos, em 1952, e desde então manteve sempre uma colaboração ininterrupta, numa ligação afetiva intensa que alimentou ao longo de praticamente toda a sua vida.

“O Despertar” continua a ser um pilar no seu percurso, um dos seus “amores mais fiéis” e uma “paixão que não esmorece”. Hoje, apesar de algumas limitações físicas naturais da idade, mantém uma presença muito assídua e orgulha-se desta ligação, como diz uma espécie de “fórmula de amor que alimenta corpo e alma”.

São 69 anos de ligação a este projeto editorial que sente também como seu. Os telefonemas frequentes, as cartas trocadas, o envio regular dos textos (‘batidos’ na máquina de escrever ou ainda manuscritos) e a presença diária do jornal na sua casa animam os seus dias, agora mais calmos, uma vez que a pandemia está a condicionar as suas visitas à Baixa, os encontros pontuais com alguns amigos de longa data e também as suas rotinas, onde a arte sempre teve um papel predominante.

A ligação a “O Despertar” começou com o envio de uma crónica para a redação. António de Sousa, na altura proprietário e Diretor, publicou-a mas desafiou-o a continuar. Estava criado assim o vínculo que o ligaria para sempre à “família” que é “O Despertar”.

Apesar de muito jovem na época e das exigências da profissão não permitirem que permanecesse muito tempo no mesmo sítio, Manuel Bontempo levou sempre consigo o seu “O Despertar” e, onde quer que estivesse, fez sempre do longe perto, nada impedindo que a colaboração se mantivesse. Mesmo nos tempos em que viveu em França foi presença regular nas páginas do jornal, escrevendo, a par com outros colaboradores ilustres de várias áreas do saber, por “por amor à causa, sem qualquer tipo de remuneração, todos unidos na defesa de Coimbra e lutando pelo seu desenvolvimento”. Recorda hoje que “muitos dos projetos que se concretizaram na cidade foram antes debatidos ou reivindicados nas páginas do jornal”, que “vivia Coimbra com um amor acrisolado”.

Intenso é também o amor de Manuel Bontempo pelo “O Despertar”. Celebrou as Bodas de Ouro e Diamante e foi com enorme emoção que comemorou o centenário. Quatro anos depois diz que o encanto que sente por Coimbra e pelo “O Despertar” se vai manter para sempre. “O jornal foi um amor sacro santo para mim. Era uma fibra sensitiva no meu corpo, no meu espírito…”, dizia aquando do centenário, reafirmando agora que continua a ser hoje “uma fórmula de amor” que o vai “acompanhar para todo o sempre”.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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