13 de Janeiro de 2026 | Coimbra
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Carlos Eduardo da Cruz Luna

LIVENÇA, NASCIDA DO NADA

31 de Janeiro 2025

Olivença, qu’ estranho destin’ o teu,/

nascida princesa duma semente,/

sangu’ azul qu’ em vermelho se converteu,/

magia tu’ ao fazeres-te gente!//

 

Milagre verdadeiro qu’ em ti se deu,/

do quase nada te fizest’ ardente,/

glória tua que só quem te conheceu,/

pod’ entender por ser incoerente…//

 

Vem-s’ ao mundo sem pedir nad’ a ninguém,/

mas de pequenos traçamos caminhos,/

andando à to’ acreditando que bem!//

 

Tempo passad’ entre rosas e ‘spinhos,/,

Olivença, “vila” p’la boca d’ alguém;/

cidade de tão velhos pergaminhos! .///

 


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