18 de Julho de 2024 | Coimbra
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Liga Portuguesa Contra o Cancro está na rua para pedir o apoio de todos

30 de Outubro 2020

Milhares de voluntários da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) estão, mais uma vez, nas ruas para recolher donativos fundamentais para esta causa. O peditório nacional começou ontem e prolonga-se até segunda feira, sendo uma das importantes fontes de receita para que a LPCC continue a desempenhar o seu importante apoio junto dos doentes oncológicos e familiares.

Com o lema “Agora é a nossa vez”, este evento solidário decorre em simultâneo em todo o país e é considerado a principal fonte de angariação de fundos da LPCC. O futebolista Cristiano Ronaldo continua a apadrinhar esta causa que, ano após ano, tem merecido o apoio dos portugueses. Promovido com a devida autorização do ministério da Administração Interna, o peditório conta com a participação de milhares de voluntários, tendo a Liga pedido especialmente aos jovens para que se associem, uma vez que este ano, face à atual situação pandémica que vivemos, alguns voluntários, por questões de saúde ou por pertencerem a grupos de risco, não podem estar na rua.

Há, contudo, uma “redução drástica” este ano a nível da participação e dos locais onde decorre o peditório. De acordo com Natália Amaral, secretária geral do Núcleo Regional do Centro da LPCC, nesta região o número de voluntários é habitualmente de 6.000 a 7.000, um número que cai este ano para cerca de 1.500. Em Coimbra, costuma rondar os 300 e este ano, na véspera do arranque do peditório, estavam apenas inscritos 60.

Natália Amaral assegura que a Liga “tomou todas as precauções de proteção em relação aos voluntários e às pessoas que se abeiram dos cofres para fazer os seus donativos” e garante que “não há motivos para receios” por parte da população.

Os receios prendem-se, antes, com a possível quebra na receita. “Há uma redução drástica em relação àquilo que tem sido os outros anos. Estamos muito apreensivos com o que nos irá acontecer, embora tenhamos outras formas de colaborar. O povo português é solidário com esta causa e esperamos que continue a sê-lo, juntando-se a nós nesta causa, tornando-a maior e mais abrangente, no objetivo de fazer da luta contra o cancro um exemplo nacional de entreajuda e de solidariedade”, apela.

Refira-se que a verba angariada é fundamental para que a Liga continua a desenvolver diariamente os seus programas e atividades, um acompanhamento que é assegurado aos hospitais, diretamente aos doentes oncológicos e familiares, mas que tem também uma forte componente educativa e de sensibilização para a prevenção, apoiando ainda a formação e a investigação na área da oncologia.

Natália Amaral realça que estes donativos são cada vez mais necessários, já que “os pedidos de ajuda não páram de aumentar”. De acordo com esta responsável, desde o início da pandemia, em março, os pedidos de apoio psicológico e jurídico cresceram 30 por cento e os pedidos de apoio social (transportes, comida, medicamentos, alojamento, rendas de casa, entre outros) aumentaram 40 por cento.

“Se a população não nos ajudar não vamos poder apoiar as pessoas que nos batem à porta. Queremos continuar a ajudar os doentes oncológicos, os familiares e os cuidadores e o apoio da sociedade civil é determinante para que o possamos continuar a fazer”, alerta, recordando que as restrições que advieram com a Covid-19 levaram também ao cancelamento de muitas das atividades que a Liga promove ao longo do ano com esse objetivo de angariar receita.

Natália Amaral lembra que, quem não tiver oportunidade de contribuir durante o peditório, tem outras formas de o fazer, como através de transferência bancária ou envio de cheque, encontrando-se todas as informações disponíveis no site da LPCC, em https://www.ligacontracancro.pt/donativos.


  • Diretora: Lina Maria Vinhal

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