Quando leio as palavras dirigidas
Por vós, dando-me apoio e suave alento,
Adivinho na vida haver mais vidas
Que ficam para lá do Firmamento.
As memórias jamais serão esquecidas,
Porquanto recordar for meu intento,
Ora seja na cor das margaridas,
Ora no grave tom deste lamento.
E posto que tu, Mãe, eras qual santa
No altar que eu inventei dentro do peito,
Rezo todas as noites como um louco.
Pode-me até secar minha garganta,
Que tanta ausência tanta não aceito…
– Seja, pois, o meu féretro bem pouco!