Venha lá esse dia que abomino
E pareço evitar a todo o custo!
Venha lá esse incómodo, esse susto,
Marcado desde o Início p’lo Destino!
Venha lá tanta gente dar ao sino
E dizer os meus versos – o mais justo!
Venha lá esse padre, tão vetusto,
Encomendar minh’ alma a Deus num hino!
Venham lá mais epítetos, calúnias,
À mistura com rosas e petúnias,
Que a Vida já me deu a maior sova!
E venham lá Amigos e Família
Passar a noite em branco, de vigília,
Enquanto a Lágrima não desce à cova!