Saio de cena. Cai o pano, enfim.
Após ter sido mar, retiro o sal.
Entro de vez no velho camarim,
No qual sempre passei por marginal.
A rua que me espera é-me fatal.
Observo o Céu. Não vejo um querubim.
Já não consigo ser original.
Dá-me vontade de troçar de mim.
Não me lembro de ouvir uma ovação
Pelos vários papéis que interpretei.
Duvido do meu dom de ser actor.
Mas enquanto pulsar meu coração,
Juro fazer de mim e quem não sei,
Mesmo que o Mundo não me dê valor!