16 de Março de 2026 | Coimbra
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Alfredo da Silva; Américo Santos; Jorge Corte Real

HOSPITAIS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

20 de Dezembro 2024

Veio a público que o grupo do Dr. Adalberto Campos Fernandes (ex-ministro da saúde de um governo do PS) quer “extinguir” os Hospitais da Universidade de Coimbra, enquanto tais. Sobre isso, 14 das 20 questões analisadas pelo grupo dos outros 18:

1ª) Ignora o Dr. Adalberto Campos Fernandes, e a sua seita, que a Faculdade de Medicina de Coimbra pontifica a nível internacional, também no campo da investigação médico-científica.

2ª) Ficámos a saber que o supracitado grupo de malfeitores para Coimbra, tem um elemento desta cidade, desconhecendo nós a posição que tomou.

3ª) A cidade encontra-se numa situação de grande debilidade de lideranças responsáveis, com impacto significativo a nível nacional.

4ª) Os partidos políticos, em Coimbra, parecem sofrer duma crise de independência face aos poderes partidários centrais.

5ª) Há um esquecimento deliberado de que Coimbra, sendo o berço da nacionalidade e da língua portuguesa, merecia da parte do grupo dos 18 (com um de Coimbra) mais respeito e consideração política.

6ª) O elemento de Coimbra poderia ter sugerido que, para encurtar custos, era mais descentralizante e integrante territorialmente concentrar em Coimbra os Hospitais Universitários. Ficava entre Lisboa e Porto, sendo assim mais lógico, sob o ponto de vista da coesão territorial.

7ª) Pedimos aos partidos político de Coimbra que, por algum tempo, encerrem as suas guerras de alecrim e manjerona e se unam à volta dos superiores interesses comuns. Como não fizeram na Região Turismo do Centro, no Tribunal Central Administrativo, no adiamento da maternidade, do Palácio da Justiça e de outras estruturas, que os signatários denunciaram a seu tempo.

De facto é confrangedor o que se passa a nível municipal em que, em vez de propostas concretas de grandes decisões políticas, no sentido de valorizar o território, empreguem o seu tempo da forma que todos vemos, ouvimos e lemos.

8ª) Fazemos um apelo aos responsáveis do CHUC que tenham a coragem de dar um murro na mesa, em nome da capital nacional da saúde, do António Arnaut, Mário Mendes, Barbosa de Melo, Mota Pinto, Lucas Pires, Moita e outros. Mesmo que isso signifique o regresso ao seu trabalho.

9ª) É de tal modo gritante todos os “roubos” que têm feito a Coimbra, em nome de uma falsíssima descentralização, que só a ignorância, o compadrio, a corrupção e outras virtudes conexas podem justificar.

10ª) Ninguém compreende que a mais antiga Universidade portuguesa, europeia e do mundo, fique reduzida ao ensino básico, ao nível médico.

11ª) Às universidades do mundo da lusofonia será difícil fazer entender as razões que levam a essa atitude, porque algumas se consideram suas criações.

12ª) Se Coimbra deixar que lhe dêem mais esta punhalada nas costas, é bom que, todos os nossos políticos no activo, tenham a lealdade de por os seus lugares à disposição.

13ª) Acompanharemos o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, também médico e ex bastonário da respectiva Ordem, no corte de todas as auto-estradas, caminhos-de-ferro, vias aéreas e comunicacionais para fazer valer os direitos da História da Nação Portuguesa.

14ª) Avaliaremos todas as atitudes que venham a ser tomadas e todos os resultados que venham a ser obtidos para agirmos em conformidade, nas próximas campanhas eleitorais.

É certo que a sociedade que põe em causa princípios civilizacionais, intelectuais, éticos e culturais, ainda não apresentou substituições à altura. Tal facto leva ao caminho para a ditadura de minorias de forma a considerá-las uma normalidade contemporânea.

Reunidos, ao frio, no Pátio das Escolas, berço da nação dos nossos primeiros reis, da primeira dinastia, verdadeiros fundadores da nacionalidade; debaixo do olhar estupefacto de D. João III, aqui lhe enviamos a presente mensagem, fazendo nossos mensageiros:

Alfredo da Silva

Américo Santos

Jorge Corte Real

(P.O.A.)


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