21 de Outubro de 2021 | Coimbra
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Obras de relevo avançam em Coimbra

28 de Agosto 2020

Coimbra apresenta-se hoje como uma cidade em movimento no que toca a obras públicas. Agosto, um mês tradicionalmente mais calmo, fica marcado pelo arranque de várias empreitadas importantes para o desenvolvimento e qualidade de vida, um sinal de esperança à população e um impulso à economia nestes tempos ainda marcados por alguma incerteza, fruto do impacto da pandemia da Covid-19.

A requalificação da margem direita do Mondego, a construção da nova via no acesso à Cidreira, a requalificação do separador central da Avenida Fernão de Magalhães até à Casa do Sal, a melhoria dos acessos no parque industrial de Eiras, a construção de cinco novas passagens para peões na linha ferroviária do Norte em Coimbra e várias intervenções em ruas e passeios do concelho são algumas das importantes obras que estão em curso no concelho de Coimbra.

A cidade está, portanto, muito dinâmica em termos de construção, com investimentos significativos e determinantes em curso para a melhoria da cidade. O arranque, na semana passada, da requalificação do espaço púbico da margem direita do Mondego, entre a Ponte de Santa Clara e o Açude-Ponte, significa mais um importante passo para a revitalização da zona ribeirinha. Durante a cerimónia de consignação, o presidente da Câmara, Manuel Machado, sublinhou que esta empreitada é “muitíssimo importante porque integra um projeto estratégico para Coimbra que é conseguir casar as margens do rio e evidenciar o quanto gostamos, respeitamos e valorizamos o rio”.

Esta intervenção prevê a execução dos muros de contenção na margem direita do Mondego e a requalificação das avenidas Cidade de Aeminium e Emídio Navarro nas faixas confinantes com o rio, incluindo trabalhos de terraplenagem e pavimentação, a reformulação das redes de saneamento, eletricidade e iluminação pública e a execução de trabalhos de sinalização rodoviária e de integração paisagística. O projeto inclui também a definição de zonas de estar mais amplas, destinadas aos peões, e de relação com o plano de água, bem como a criação de zonas verdes, com coberto arbóreo.

“Apesar das dificuldades e dos contratempos, das coisas menos felizes que ocorreram, designadamente a falência de uma empresa, não desistimos”, explicou Manuel Machado. “Estamos em pleno verão, muitos gostariam de estar de férias, mas temos estabelecido um conjunto de operações que têm de ser feitas o mais depressa possível (…), temos de realizar nesta reta final do Portugal 2020”, sublinhou.

Esta intervenção tem um prazo de execução de 540 dias e representa um investimento de cerca de 10 milhões de euros, valor comparticipado em 85 por cento por fundos europeus, através do POSEUR, assegurando o Município de Coimbra a contrapartida nacional (15 por cento).

“Tivemos surpresas indesejáveis, mas não desistimos e tivemos a sorte do concurso público internacional, de valor significativo, ter sido tratado, o projeto aperfeiçoado, de modo a que, daqui a pouco tempo, possamos usufruir deste novo enquadramento do rio Mondego e da sua margem direita”, acrescentou o presidente.

A Câmara de Coimbra prossegue, assim, com a estratégia de virar a cidade para o rio Mondego e de o colocar ao usufruto da população. No total, o Município vai investir cerca de 20 milhões nesta área, dando continuidade à ampla operação de requalificação da zona ribeirinha. Para além desta obra, vai avançar também com o projeto de execução para a estabilização da margem esquerda, também entre a Ponte de Santa Clara e o Açude-Ponte, e com a requalificação de ambas as margens na zona do Parque Verde, um investimento estimado em 4,6 milhões de euros. Desta estratégia global de requalificação das margens do Mondego fazem ainda parte a ampliação das “docas” (um milhão) e a requalificação do Parque Manuel Braga e respetivos muros (4,8 milhões).

Parque industrial de Eiras com melhores acessos

A melhoria dos acessos no parque industrial de Eiras é outra das obras que a Câmara tem em curso. O projeto inclui uma nova via de acesso aos lotes 14 a 24, com origem na rotunda onde se interseta a Estrada de Eiras com a rua Monte de São Miguel. Consignada no final da semana passada, a empreitada representa um investimento municipal de cerca de 100 mil euros e tem um prazo de execução de 120 dias.

Na ocasião, Manuel Machado salientou as “empresas de grande gabarito” que operam no local, esperando que esta requalificação do espaço público traga “melhor conforto e acessibilidades”, ajudando a melhorar a “produtividade”.

Manuel Machado disse que esta pode parecer uma “obra pouco importante”, mas que “isso é errado”. “Quando estamos a investir na requalificação do espaço público para que as empresas, os empresários, os trabalhadores tenham melhor conforto e melhores acessibilidades, tudo melhora, incluindo a produtividade”, frisou, esclarecendo que não se trata apenas de construir uma faixa de rodagem para “tapar buracos” mas antes “uma intervenção que tem um sentido lógico que visa melhorar as portas da nossa cidade”.

Para além da construção da nova via, de sentido único e com possibilidade para paragem lateral para cargas e descargas, o projeto prevê ainda a construção de um passeio junto aos edifícios existentes, a drenagem do arruamento e a implantação de uma rede de iluminação pública e de sinalização horizontal e vertical.

Cinco novas passagens para peões na Linha do Norte

A autarquia aprovou também, na reunião do executivo da semana passada, os projetos de execução elaborados pela Infraestruturas de Portugal (IP) para a construção de cinco novos atravessamentos para peões na Linha ferroviária do Norte em Coimbra.

As passagens desniveladas vão ser construídas no apeadeiro da Espanadeira (passagem inferior), Loreto Sul, Ameal, Casais e na Estação de Taveiro (passagens superiores).

As melhorias previstas visam oferecer aos utilizadores maior segurança, rapidez, conforto e atratividade, evitando conflitos entre a circulação de peões e os comboios na linha férrea e criando também melhores condições para as pessoas com deficiência visual ou mobilidade reduzida.

Nova via de acesso à Cidreira

A autarquia consignou ainda, na semana passada, a construção de uma nova via de acesso à Cidreira, na União das Freguesias de Antuzede e Vil de Matos, que vai ligar a Estrada Nacional (EN) 111 à Rua da Escola Primária, acabando, assim, com o atual acesso estreito e sinuoso à povoação, onde não chegam veículos pesados.

Esta empreitada, que representa um investimento de 345 mil euros e tem um prazo de execução de 240 dias, inclui terraplenagens, drenagem, pavimentação, passeios, muros, obras acessórias, sinalização e iluminação pública. Este arruamento, que terá 211 metros de extensão, irá melhorar significativamente o acesso à povoação e aos equipamentos existentes, como a antiga escola primária, o Pavilhão Polidesportivo da Cidreira e a capela.

Durante a consignação da obra, Manuel Machado sublinhou a sua importância para a comunidade mas também para a economia da cidade, da região e do país.

Requalificação de separador central da Fernão de Magalhães

Para melhorar as condições de segurança na circulação pedonal e criar uma via de acesso direta para veículos de emergência a caminho dos hospitais, a Câmara avança com a requalificação do separador central do troço norte da Avenida Fernão de Magalhães até à Casa do Sal, incluindo a Rua Figueira da Foz e a Estrada de Coselhas.

Com um prazo de execução de 330 dias, este investimento, na ordem dos 680 mil euros, representa também mais um contributo que a Câmara dá para, como sublinhou o presidente, “aguentar postos de trabalho e as empresas a funcionar”.

Manuel Machado destacou a necessidade de intervir neste espaço muito urbanizado e com muito tráfego automóvel e pedonal, dando assim seguimento à requalificação que já foi realizada na Avenida Fernão de Magalhães, na zona do Arnado, que agora chega à Casa do Sal e “que é para continuar mais para norte”.

A obra pretende dar continuidade ao alargamento do lancil central na Avenida Fernão de Magalhães, de dois para três, entre a Rua Padre Estevão e a Casa do Sal, substituindo-se os atuais lancis de betão com calçadinha por lancis de granito com relva. A intervenção contempla, ainda, a instalação de um sistema de rega, a colocação de novas árvores e a instalação de pavimento podotátil junto às passadeiras.

Na Casa do Sal, que é um ponto de entrada na cidade, mas também um ponto de circulação e permanência de peões, a intervenção visa eliminar os lugares de estacionamento do separador central – por razões de segurança – e reforçar a componente paisagística com o alargamento da área relvada e a colocação de novas árvores. Será, ainda, criada uma faixa de circulação para veículos de emergência, aproveitando a configuração atual do separador central.

Estas obras juntam-se a outras já em curso, como a melhoria de passeios e ruas. Representam, como tem sublinhado Manuel Machado, um sinal de esperança e um importante apoio à economia. O presidente assumiu-se preocupado com a fase seguinte da pandemia e com o desemprego que daí poderá advir. “Ao serem lançadas obras públicas está-se a contribuir para aguentar postos de trabalho e as empresas a funcionar”, frisou, deixando uma “mensagem para a cidade e para o país – estamos a evidenciar que mesmo em tempo de crise é possível fazer coisas que aumentem a energia que a comunidade precisa”.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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