A primeira edição do Festival Política em Coimbra, que vai decorrer no Convento São Francisco (CSF), entre os dias 28 e 30 de setembro, tem como mote a “Pós-Democracia”.
O evento, que já passou por Lisboa e Braga e que promoveu um “warm-up” (aquecimento) em Coimbra no início do ano, contempla “um programa inclusivo e de entrada livre, focado na defesa do sistema democrático e na promoção da cidadania, da intervenção cívica e dos direitos humanos”, afirmou a organização em comunicado de imprensa.
Um dos objetivos do festival é ser uma plataforma de resgate da “ideia de que os valores democráticos são inegociáveis, tendo na mira os casos crescentes de abraço ao autoritarismo e que levam os cidadãos a votar na sua própria negação”, explicam os diretores artísticos Bárbara Rosa e Rui Oliveira Marques, citados no comunicado.
Em relação a programação, os visitantes vão poder desfrutar de “cinema, música, performances, humor, conversas, exposições e oficinas”, além de debates e reflexões.
O projeto “Fado Bicha” é um dos que vai subir ao palco do grande auditório do CSF, com um concerto “intimista em que são revisitados fados antigos e tradicionais, e evocadas personalidades como Hermínia Silva, Pedro Homem de Mello ou António Ferro, para, entre o passado e o presente, se cozinhar um futuro em que toda a pluralidade humana possa ter lugar à mesa”, realçou.
Já “A Garota Não” levará a Coimbra o seu concerto “Seleção Portuguesa: 10 milhões de convocados”, uma conversa cantada, em que “fala de mudanças em que acredita e sobre alguns dos assuntos que a inquietam”.
O CSF vai acolher também a “edição quase quase política” dos “Monstros do Ano” de Fernando Alvim, “um espetáculo hilariante cujo maior alvo são os políticos portugueses”, realçou o festival.
Exibição de uma dezena de filmes, uma espécie de “speed dating” com deputados, em que os conimbricenses poderão conversar durante cinco minutos com deputados de partidos com assento na Assembleia da República, uma oficina sobre mobilidade e duas exposições de fotografia são algumas das propostas do programa do Festival Política em Coimbra.
Todo o programa inclui interpretação em Língua Gestual Portuguesa e as exposições terão audiodescrição, afirmou o festival.