Fernanda Dias Carreiro Quinteira, conhecida como “Nandinha”, comemorou 100 anos de vida na terça feira, uma data que foi celebrada em festa no Centro Social Cultural e Recreativo de Botão.
Utente no Centro de Dia desta instituição, a “Nandinha” chega aos 100 anos com saúde e lucidez, rodeada dos familiares e amigos que não quiseram deixar de a felicitar neste dia especial que marcou o início do seu segundo centenário.
Nascida em Angola, na atual cidade da Caála, a 19 de outubro de 1921, é na Marmeleira que tem, também, as suas raízes, localidade onde nasceu o seu pai, António Quinteira, que embarcou depois para Angola onde constituiu família.
Foi professora do então chamado “Ensino Primário”, tendo começado a lecionar com 21 anos na Missão Protestante do Chilesso, Andulo, na altura dirigida por norte-americanos. Regressou depois a Caála, onde continuou a dar aulas até 1975, ano da independência de Angola.
Dada a instabilidade política e perigosidade crescentes, acabou por abandonar a terra onde nasceu e escolheu Portugal, berço de seu pai e avós, para viver.
Quarenta e seis anos volvidos, continua com o coração repartido entre a terra onde nasceu e a Marmeleira, localidade que a acolheu e tem tratado com carinho.
É uma das utentes do Centro Social Cultural e Recreativo de Botão, que enaltece o “muito respeito” que tem pela vida, não comendo nem carne nem peixe, mas mantendo uma postura de grande “força” e “vontade de viver”, estando sempre pronta para “participar em todas as atividades com grande entusiasmo”.
E foi com esse entusiasmo que a “Nandinha” chegou aos 100 anos, esperando todos que tenha ainda muitos mais anos de vida pela frente, com saúde e alegria.