FÁTIMA LENCASTRE
SEMPITERNA PRESIDENTE DOS ANTIGOS ESTUDANTES EM LISBOA
Tive o prazer de receber um telefonema da Drª FÁTIMA LENCASTRE, dinâmica Presidente da Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra em Lisboa. Confessou estar com alguns problemas de saúde, mas perpassou na conversa uma vontade, cada vez maior, de continuar a promover o ESPÍRITO DO ANTIGO ESTUDANTE DE COIMBRA e fazer coisas bonitas. Ou seja: promover Coimbra e a sua Universidade. E agora com a colaboração do Dr. Ricardo Roque. Deu conta de estar a ser preparada mais uma empolgante jornada académica, no Casino Estoril, a 23 de novembro. Para além dos aspetos científicos que atravessam a nossa multissecular Universidade os laços que aglutinam quem a frequentou são muito importantes porque são um sólido cartão de visita numa época em que crescem universidades. Sejam bem-vindas, mas obrigam a vetusta escola coimbrã a estar atenta e a ser cada vez melhor e reconhecida a nível nacional e no plano internacional. Os rankings pouco me dizem, mas os depoimentos dos antigos estudantes de Coimbra, em relação à sua ALMA MATER, possuem um valor referencial inestimável. Encantada pelo trabalho e apoio que o Vice Reitor, Doutor Calvão da Silva, tem imprimido à componente do Antigo Estudante, Fátima Lencastre segredou-me estar a desenhar o guião para 23 de novembro e a esboçar a hipótese de participação, dentre várias prestigiadas atuações, de um grupo de antigos elementos dos ÁLAMOS, conjunto de universitários – este e os HI-FI marcaram, musicalmente, os anos 60 em Coimbra. O espírito académico de Coimbra sente-se mais forte e vivo fora daqui, relatava o saudoso Doutor Aníbal Pinto de Castro, antigo presidente da Associação de Coimbra e ouso subscrever este ponto de vista. A criação de núcleos de Antigos Estudantes por Faculdades pode estar, eventualmente, a diminuír a força aglutinadora das generalistas Associações de Antigos Estudantes e os tempos atuais não são fáceis no plano associativo, contudo, Coimbra e a sua Universidade precisam de reequacionar e de aproveitar a força dos seus antigos alunos espalhados pelo país e pelo mundo. Não vou revelar o programa-espetáculo do Casino Estoril a 23 de novembro, mas faço um desafio para que Antigos Estudantes da área de Lisboa estejam presentes para lançarem um vibrante F.R.A. por Coimbra e pela sua Universidade porque um bom futuro também pode rimar com saudade doce e confraternização. Um F.R.A. que tocará no coração de Fátima Lencastre que há 32 anos repõe a sua velha capa pelos ombros na liderança da dinâmica Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra em Lisboa. A capital, já o constatámos, gosta de estar de capa e batina.
INESQUECÍVEL COMO ABRIL
AUGUSTO MONTEIRO VALENTE
Amanhã, dia 7, às quatro e meia da tarde, Coimbra vai prestar homenagem ao saudoso Major-General AUGUSTO MONTEIRO VALENTE. Capitão de Abril, licenciado em História, especialista em Assuntos Europeus, comandou unidades militares e da GNR, MONTEIRO VALENTE teve funções diretivas na Associação 25 de Abril e deixou-nos, há 12 anos, quando muito ainda se esperava na sua missão pedagógica a transmitir valores de Abril, de democracia e de liberdade pela qual lutou de forma inabalável. Tive o privilégio de o entrevistar algumas vezes e marcou-me o conjunto dos seus conhecimentos e pensamento aliados a uma postura cordial e de grande elegância. Conhecimentos que procurou transmitir a alunos de várias escolas secundárias. Numa parceria Grupo de Arte e Arqueologia do Centro (GAAC), Exército Português e Câmara Municipal de Coimbra perpetuar-se-ão, amanhã, Abril e a ação de Monteiro Valente e dos Capitães de Abril na rotunda que recebe o nome do homenageado, em Santa Clara, a dois passos do Centro de Saúde numa zona que se abre em novos horizontes. Coimbra precisa de sedimentar e promover o espírito de Abril pelo que nos regozijamos com esta homenagem evitando a desmemória. Do muito que se possa dizer de Monteiro Valente deixo, com a vénia devida, uma passagem do que escreveu Carlos Barroco Esperança na revista cultural da cidade da Guarda Praça Velha acerca do homenageado: “(…) o seu exemplo, os seus valores e a sua generosidade ficarão como símbolos. Ele foi o melhor de nós e aquele que a História há de recordar. Quis apenas um ramo de acácia e três cravos vermelhos sobre o caixão, antes de ser cinza, mas nos nossos corações hão de florir sempre os cravos que ele plantou e a República que sonhou. Membro proeminente da Comissão Cívica de Coimbra para as Comemorações do Centenário da República e, depois, do Movimento Republicano 5 de Outubro (MR5O), que lhe sucedeu, foi um entusiasta na defesa do feriado que celebra a data fundadora do regime em que vivemos e era determinado a lutar pela sua reposição.”(…) “Muitas centenas de alunos do ensino secundário o ouviram defender a democracia, a república e o 25 de Abril sem suspeitarem que estavam na presença de um herói que participou na mais bela de todas as madrugadas.”