PRAXES – Coimbra é uma cidade de estudantes e a Universidade mundializou-a. Aqui imperam as tradições, a praxe académica de que tanto se fala em Coimbra e também noutras escolas superiores do país. Têm existido ações tendentes a respeitar a dignidade humana dos novos estudantes, e a fazer da praxe uma forma de harmoniosa e salutar integração. É um facto que se observam algumas disrupções em relação ao que está programado como normal e aceitável dentro do Código da Praxe e da ética. Condenámos exageros que provavelmente serão do passado e perspetivamos que no presente tudo estará a decorrer por cá com normalidade. A antiguidade da praxe académica em Coimbra dá direito a que os estudantes da nossa cidade possam servir de BOM EXEMPLO noutras latitudes. E afunilando mais o nosso ponto de vista condenamos um ato de praxe, recente, em Tomar. Hediondo. Vergonhoso. Indigno. Admito que a maioria dos leitores tenha visto as imagens. Consta que o prevaricador foi suspenso. Seria importante que as várias academias do país se associassem na condenação do que se passou na bela cidade do Nabão.
LONGEVIDADE – Felizmente vamos assistindo a termos cada vez mais portugueses centenários. Recordo-me de há algumas décadas realizarmos reportagens de cidadãos que faziam 100 anos, tratando-se, então, de acontecimentos quase históricos pelo seu ineditismo. Passado algum tempo, numa das redações em que trabalhei, chegámos à conclusão que fazer cem anos já não era notícia. Perante portugueses a completaram 104, 107 anos e mais, pergunto qual é agora o critério de noticiabilidade em relação aos cidadãos longevos? O envelhecimento ativo é uma realidade que se vai generalizando e o combate ao sedentarismo e à diabetes são massivos – e já agora, saibam que HOJE ASSINALAMOS O DIA MUNDIAL DA DIABETES. Até onde vai o limite da longevidade em Portugal?