24 de Janeiro de 2026 | Coimbra
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Martinho

ENSAIO CRÍTICO SOBRE” LINHAS VERMELHAS” – III

20 de Dezembro 2024

Para estes “mártires” ofereço em troca bonificada, entre as mais recentes, outras imortalizadas vítimas: Alexander Valterovich Litvinenko (e vários outros oficiais do SFS), que acusou Putin de ordenar o assassinato da jornalista russa Anna Polikovskaya, em Outubro de 2006, foi envenenado com polónio – 210 radioativo e morreu em 23/11/2006, pelas mãos de Andrey Lugovoy;

Alexei Navalny, líder da oposição russa, em 21/8/2020 foi internado em coma no hospital de Omsk, em estado grave. Depois foi levado para uma segunda prisão, no Círculo Polar Ártico, onde veio a falecer, presume-se, em 16/2/2024, vítima de envenenamento; Sergei Magnitsky foi morto em circunstâncias suspeitas, numa prisão russa;

Yevgeny Prigozhin morre num acidente de viação durante a viagem entre Moscovo e São Petersburgo, e a causa mais provável, divulgada por especialistas aeronáuticos dos E.U. é a de que o avião foi atingido por um míssil terra-ar, disparado de uma aeronave de combate, cuja versão nunca foi desmentida, categoricamente, pelos Serviços da Aeronáutica Russa, etc., etc.;

A pretexto da Revolução, o Autor concita que liberdade é liberdade, que incentiva “as verdades num só sentido” – o comunismo. É de soberbia este aforismo. Postergou a democracia por si tão propalada em todas as oportunidades, para a neutralizar em favor das suas convicções. É assim o figurino da sua doutrina. Eis por que o seu apelo aos camaradas é constante em toda a extensão dos opúsculos, oferecendo assim sentido àquela expressão.

A PIDE, do lápis azul, que eu repudiava, não teve a escola, o orçamento e o contingente de assassinos de que a KGB (instituída, oficialmente em março de 1954) dispunha, mesmo proporcionalmente ao território, de 300.000 elementos, blindados, caças e barcos, totalmente independente das forças armadas. Era um serviço secreto que, em vez do lápis azul, optou pela artilharia pesada para calar para sempre os não alinhados com o regime, e perseguir milhões de opositores do comunismo.

Foi dissolvida pelo Conselho de Estado em 12/10/1991 e substituída por novos Serviços, sob a responsabilidade dos diferentes ministérios, que se desdobraram em dois: Serviço Federal de segurança (interna) da Federação Russa (FSB); e Serviço de Inteligência Estrangeiro (SVB), no plano externo. A Subdireção científica e técnica de contraespionagem era um Serviço de negócios sujos – assassinatos, atentados, sequestros e bombas, tal como aconteceu com o fuzilamento, pelo OGPU, de Leon Trótski.


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