13 de Maio de 2021 | Coimbra
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Dia Mundial da Saúde: Prevenção e literacia fundamentais para um mundo saudável

1 de Abril 2021

“Construir um mundo mais justo e saudável” é o grande desafio que a Organização Mundial da Saúde (OMS) lança para celebrar o Dia Mundial da Saúde, efeméride que se comemora na próxima quarta-feira (7 de abril). Neste ano de 2021 – declarado também como o Ano Internacional dos Trabalhadores de Saúde e Cuidadores –, as comemorações pretendem sensibilizar as populações para o papel que todos têm, de forma individual e coletiva, na construção deste desejado mundo mais justo e saudável.

O tema escolhido para este ano faz todo o sentido neste contexto de pandemia, uma vez que a covid-19 veio evidenciar muitas das desigualdades existentes na prestação dos cuidados de saúde a nível mundial. Mas, ao mesmo tempo que mostrou que há ainda um longo caminho a percorrer no sentido da igualdade na saúde, a verdade é que mostrou também que todos os países são frágeis e suscetíveis, não tendo este vírus poupado ninguém, independentemente do desenvolvimento ou condição económica.

Para Carlos Cortes, presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), o vírus tem esse duplo papel de, no contágio, afetar todos por igual mas, no tratamento, demonstrar as grandes desigualdades que existem e que se começaram a manifestar logo no início, até no simples acesso aos equipamentos de proteção individual.

Apesar do cenário de pandemia que se vive em todo o mundo, importa sublinhar que a construção de um mundo justo e saudável depende de muitos outros fatores. Para Carlos Cortes, a mensagem principal que deve ser transmitida nestas celebrações do Dia Mundial da Saúde vai, precisamente, nesse sentido de que todos têm que trabalhar para garantir “uma maior igualdade no acesso à saúde de todas as populações”. E, neste processo, há dois aspetos fundamentais – literacia em saúde e prevenção.

A promoção da saúde passa, necessariamente, pela literacia, pela educação para a saúde e pela adoção de hábitos saudáveis. Mas, também aqui, há ainda um longo percurso a percorrer, já que nem todos têm ainda acesso igual à informação ou às mesmas condições de saúde. Há fatores exteriores que condicionam a saúde individual e coletiva, como o ambiente, a forma como as cidades estão construídas, a existência ou não de espaços verdes, as próprias questões da habitabilidade, entre outras questões que influenciam a saúde individual e das próprias comunidades.

Prevenção continua a não ser devidamente valorizada

A par com a literacia para a saúde, há outro aspeto determinante para que a construção desse desejado mundo mais justo e saudável seja possível. “A prevenção em saúde, por vezes, até é a única arma que temos para conseguir contrariar as doenças e evitar que elas aconteçam. Exemplo disso são patologias como a obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares… todas doenças que podem ser prevenidas”, sensibiliza Carlos Cortes, realçando que, também nesta matéria, é “muito importante a questão da literacia”, de forma a que as pessoas “saibam o que é a alimentação saudável, conheçam os benefícios do exercício físico e saibam respeitar a sua saúde”.

“Fazemos muito pouca prevenção. Portugal gasta muito dinheiro a tratar mas não gasta muito a prevenir”, lamenta o presidente da SRCOM, acrescentando que “mais importante que tratar é evitar que as doenças apareçam”.

Sobre as desigualdades na saúde, Carlos Cortes diz que não são apenas evidentes a nível mundial mas também dentro do próprio país e dá como exemplo “o Litoral, com as suas grandes cidades e grandes hospitais, e o Interior, onde os hospitais vão tendo menos capacidade de resposta, ano após ano”.

Há, portanto, ainda um longo caminho a percorrer mas há também muito que já foi feito, sendo certo que todos podem contribuir para uma sociedade mais saudável e mais justa.

É essa também uma das mensagens que o Dia Mundial da Saúde pretende transmitir. Celebrada, todos os anos, a 7 de abril, data escolhida pela OMS em 1948, aquando da organização da sua primeira assembleia, esta efeméride começou a ser comemorada dois anos depois, em 1950, sendo escolhido a cada ano um tema central, que passa a ser assumido como uma prioridade na agenda internacional da OMS.

Esta data assume-se, assim, como um momento importante e uma oportunidade única para alertar a sociedade civil para temas chave na área da saúde que afetam a humanidade, ao mesmo tempo que aposta no desenvolvimento de atividades com vista à promoção do bem estar das populações, como a promoção de hábitos de vida saudáveis.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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