DIA DAS FILARMÓNICAS
Hoje, 1 de setembro, celebra-se o DIA NACIONAL DAS FILARMÓNICAS. A expressão está gasta, mas, efetivamente, estas instituições ainda são os grandes conservatórios populares de música. Surpreende-me pela positiva observar que muitas crianças e muitos adolescentes frequentam as Filarmónicas e transformam-se em meritórios instrumentistas. E a música ajuda-os a serem organizados nas suas vidas em geral. O meu abraço às diversas filarmónicas do distrito de Coimbra. As rádios e as televisões deviam dar mais palco às filarmónicas portuguesas.
JORGE ANJINHO e ANTÓNIO DE JESUS
Em tempo de evocações curvo-me perante a memória de dois vultos conimbricenses. Começo por lembrar o Engenheiro JORGE ANJINHO (faleceu a 28 agosto 1999). Foi presidente da ACADÉMICA/OAF, lutou pelo regresso da equipa profissional de futebol ao seio da Academia, embora como organismo autónomo e lutou pela verdade que assistia à Briosa no celebérrimo caso N´Dinga. Foi com o JORGE ANJINHO que Coimbra teve a sua prestigiada FEIRA COMERCIAL e INDUSTRIAL (CIC) na Praça Heróis do Ultramar realizada pela Associação Comercial e Industrial de Coimbra, entidade que impulsionou. Foi sócio fundador do Clube dos Empresários de Coimbra e gestor de várias empresas. O engenheiro JORGE ANJINHO é um exemplo de notável ação em prol de Coimbra e da Académica e deve ser observado e lembrado por todos nós. Jamais esqueceremos JORGE ANJINHO uma das grandes personalidades de Coimbra do século XX. Falei em dois vultos conimbricenses e trago também à memória o guitarrista ANTÓNIO DE JESUS que partiu precocemente, há 9 anos, que se completaram no passado dia 24. ANTÓNIO DE JESUS foi um impulsionador da Associação Cultural Coimbra Menina e Moça e das Serenatas de Antigos Estudantes dedicadas a Coimbra e à Rainha Santa na porta da vetusta igreja de Santa Cruz; igualmente acompanhou e situou, a preceito, a mulher no fado de Coimbra com o adequado enquadramento e a voz de CRISTINA CRUZ. Felizmente que nos legou o seu filho, CARLOS DE JESUS, um guitarrista virtuoso e de excelência.
FERNÃO MENDES PINTO
FERNÃO MENDES PINTO é evocado em Montemor-o-Velho sua terra natal. Autor da PEREGRINAÇÃO. Esta é uma das obras portuguesas mais traduzida em que o seu autor elabora uma narrativa das suas viagens e peripécias pelo Oriente. Uma vida multifacetada de herói a anti-herói. A obra revela relatos de experiências vividas diretamente pelo autor, mas também outros feitos que lhe foram sendo narrados e que descreve entre o empolgante e o exotismo. Uma obra extraordinária de um montemorense ilustre, humanista e inesquecível.