10 de Dezembro de 2025 | Coimbra
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DECO recebeu perto de 400 mil reclamações em 2020

5 de Fevereiro 2021

Cerca de 400 mil consumidores recorreram à DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor em 2020, continuando as telecomunicações a ser o setor com maior número de reclamações, situação que se mantém há 13 anos.

De acordo com os números divulgados pela associação, registaram-se conflitos em várias áreas que até agora eram apenas ocasionais, como turismo, comércio eletrónico, espetáculos e lazer, setores que acabaram por ser muito afetados pelas limitações impostas pela covid-19.

“O impacto social e económico da pandemia na vida dos consumidores foi tal que muitas das medidas excecionais, publicadas desde março de 2020, não foram suficientes para proteger os seus direitos e legítimos interesses”, explica a DECO.

De acordo com os números divulgados, a associação registou 396.767 reclamações, o que significa um crescimento de 16 por cento face ao ano anterior. Só sobre turismo, recebeu na sua linha de apoio ao consumidor turista 6.838 pedidos de ajuda. Por outro lado, problemas com compras em linha, dificuldades com o reembolso de bilhetes de espetáculos, concertos e festivais, pagamento de mensalidades e outros serviços em creches e jardins-de-infância, taxas cobradas nos serviços de saúde pelo uso de equipamentos de proteção individual constituíram os casos mais emblemáticos das 23.745 mediações efetuadas pela DECO. “A pandemia marcou indubitavelmente o cenário das reclamações no nosso país”, assume a associação, acrescentando que “para além dos conflitos motivados pela pandemia, os setores mais reclamados, à exceção do turismo, pouco divergem dos anos anteriores”.

O setor das telecomunicações é o que regista maior número de reclamações, 37.723. Segue-se o dos bens de consumo com 32.866; o do turismo com 26.432; o dos serviços financeiros com 24.618, da energia e água com 13.985; e o dos transportes (maioria aéreo) com 11.507.

As telecomunicações continuam assim a ser o “setor mais problemático para os consumidores”. “Conflitos relacionados com o período de fidelização, refidelização, práticas comerciais desleais e dificuldades no cancelamento do contrato têm sido uma constante, mas a crise pandémica acrescentou problemas, como os comprovativos para efeitos de cancelamento ou suspensão dos contratos”, explica a DECO.

Neste ano marcado pelo confinamento, há que destacar também os problemas que as compras em linha motivaram no setor compra e venda, assim como os condicionalismos surgidos no setor alimentar, juntando-se a encomendas não entregues ou tardias, reembolso de valores pagos, problemas nos pagamentos e dificuldade de contactos com o apoio ao cliente.


  • Diretora: Lina Maria Vinhal

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