Lá diz o povo: “O menino e o pepino torcem-se de pequenino”, “quem dá o pão dá a criação” e “para grandes males grandes remédios” – e tem razão. -, porque é necessário e urgente tomar medidas conducentes a uma esmerada educação infantil, tanto na sua formação inicial, como no do seu desenvolvimento físico e intelectual, ao que, além dos pais e educadores, o Estado deve também assumir um compromisso sério, com firmeza e responsabilidade, não apenas através da constituição de Instituições, de facto – e/ou, em alternativa, da concessão de subsídios bastantes -, dotando-as de instalações condignas, de clínicos, de educadores e de assistentes sociais, que desenvolvam todas as terapias necessárias ao seu desenvolvimento morfológico e ético, preparando-as assim para enfrentarem o futuro, inspirando-se, entre outros valores, nos da cidadania, sob cuja sombra todos gozam de justiça.
Sublinhemos que essa obrigação do Estado não deve esgotar-se em debates, conferências, protestos ou mesas redondas inócuas que, geralmente, redundam em resultados fantasiosos, enquanto os radares televisivos aproveitam as oportunidades, lançando logo achas para a fogueira, sempre prontos a gerarem a confusão entre os telespectadores, até à exaustação, chegando mesmo, com a sua persistência, a causarem sintomatologias depressivas, afetando, inclusive, cerca de 41% dos adolescentes e jovens eleitores, que se deixam influenciar por esses processos de comunicação, agravados concomitantemente por algumas agitadoras redes sociais, que emitem opiniões para todos os gostos.
A propósito, é absolutamente desoladora uma notícia recente num Jornal da Região, informando: “Três suicídios por dia em Portugal”. ”O suicídio é hoje a segunda principal causa de morte entre os jovens dos 15 aos 34 anos”.
Portanto, está provado que só com muita paciência e vontade se modelam, pelo menos tendencialmente, as crianças e jovens de hoje em homens de amanhã – na paz e na fraternidade, isto é, na arte de viver a própria vida de cada pessoa -, tal como foi a constante temática daqueles, entre muitos outros, Ilustríssimos intelectuais e filósofos, cujas diversas conceções humanísticas convergem para a dignidade humana, mantendo-se, na nossa muito humilde perspetiva, absolutamente pertinentes, e atuais …!