24 de Janeiro de 2026 | Coimbra
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Martinho

DA METÁFORA DE EPICTETO – 3

5 de Dezembro 2025

A nossa intenção era captar-lhes a conceção do seu humanismo filosófico ou prático, com as respetivas nuances, ontológicas, existenciais, positivistas, espiritualistas ou ateístas para, a partir dessa base, tentarmos compreender como eles estruturaram o homem como modelo, arquétipo, que preside à formação de uma harmoniosa sociedade futura.

Apesar dos ensinamentos da história, infelizmente ainda há pais e/ou educadores das crianças e dos jovens que parecem postergar essas possíveis condicionantes inatas, que se poderão revelar no futuro, e nem sequer se apercebem das causas do comportamento desviante que eles vão manifestando durante o seu desenvolvimento físico e psíquico, às suas tendências – pacíficas ou agressivas – que, neste último caso, deveriam ser logo encaminhadas para uma análise patológica da medicina da respetiva especialidade, além de requererem, conjuntamente, um atento, aturado e profilático acompanhamento dos pais, de modo a aperfeiçoá-los ou, pelo menos, a atenuar-lhes os impulsos maléficos, com vista a convertê-los em homens moral e socialmente normais, para se integrarem na sociedade, com êxito.

A contrassenso, e lamentavelmente, ao que se tem assistido, ao longo dos anos, é a uma notória displicência de muitos pais e/ou de educadores – pouco preocupados com a sua formação moral e ética – cederem com brandura às suas birras ou reivindicações bizarras, quer apetrechando-os com telemóveis de última geração; de jogos e de vídeos; de adereços fantasiosos, mas inúteis; de usarem de toda a condescendência para os abandonarem a consumirem horas e horas de televisão, inclusive em canais impróprios para a sua idade, de onde captam toda a gama de filmes de gângsteres, de assassinos, de guerras sem causa legítima, de práticas de sexualidade indecorosa, de consumo e de tráfico de droga, etc.

Sem os mínimos escrúpulos, vão ao cúmulo de exigirem dinheiro e mais dinheiro aos pais para adquirirem estupefacientes em consumo próprio, até esgotarem as suas economias, seguindo-se o assalto às joias e a outros valores transacionáveis, para satisfazerem os seus já assumidos traumas de toxicodependência e de outros vícios degradantes, da prática de violência doméstica, senão mesmo de assassinatos e, por fim, da loucura e do suicídio.

 


  • Diretora: Lina Maria Vinhal

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