24 de Janeiro de 2026 | Coimbra
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Martinho

DA METÁFORA DE EPICTETO – 2

28 de Novembro 2025

Se a verdade nos assiste, então a qualidade do sémen é que vai produzir uma boa ou má descendência dos respetivos progenitores. Então, há que os mentalizar para as cautelas sanitárias a observar quando decidirem procriar, porquanto os desleixos deles refletir-se-ão nas suas vítimas – os filhos.

Mas, muita atenção: não estamos aqui a desenhar um processo de pureza da raça – como convém aos detratores explorar -, ou de outro que possa camuflar tal intenção. O que, realmente, pretendemos realçar é que, em princípio, está ao alcance dos casais gerarem uma descendência morfológica (interna e externa) e psíquica saudável, com a qual não só ganham aqueles e estes, como a comunidade em geral.

Paul-Sartre considerava a origem das relações humanas não a partir do indivíduo, mas do social e que toda a sua existência só adquire sentido na dimensão social, (o que para nós, leigos na matéria, parece óbvio, na medida em que o indivíduo isolado não tem objeto – o outro ou outros – para poder estabelecer dimensão social). O fundamento da relação humana como determinação imediata, necessária e perpétua de cada um pelo outro e por todos era a própria práxis – a dialética como desenvolvimento da ação vivida em cada indivíduo, o que pressupõe um humanismo existencial.

Em 1973 experimentou, em primeira mão, a objetivação que a relação humana necessariamente provoca. Começa com um episódio que lhe originou a cegueira quase total e que o tornou dependente dos cuidados dos amigos.

O Papa Francisco, na Encíclica “Fratelli Tuti”, refere em certo momento: – “Quando a dignidade do homem é respeitada e os seus direitos são reconhecidos e garantidos florescem também a criatividade e a audácia, podendo a pessoa humana explanar as suas inúmeras a fazer o bem comum”. “O paradoxo é que às vezes, quantos dizem que não acreditam, podem vir a viver melhor a vontade de Deus do que os crentes”. Muitas vezes as palavras dizem uma coisa, mas as decisões e a realidade gritam outra”.

“Somos responsáveis por nós próprios e não temos desculpas, nem faz sentido pedir responsabilidades às divindades. A angústia produz-se quando nos sentimos ridiculamente responsáveis pela nossa própria existência.” Retrata assim um humanismo religioso/cristão, isento de qualquer fanatismo.

Deste exórdio, constituído por excertos esparsos de narrativas extraídas aleatoriamente daqueles ilustríssimos pensadores -, fosse qual fosse o seu ideal político, religioso, etc. -.

 


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