A Figueira da Austrália, uma das jóias vivas dos Jardins da Quinta das Lágrimas, em Santa Clara, Coimbra, foi consagrada como Árvore do Ano em Portugal.
A União da Floresta Mediterrânica (UNAC) revelou que esta imponente árvore, visitada anualmente por milhares de pessoas, venceu a edição nacional do concurso com 2.713 votos.
O concurso, que contou com a participação de 17.321 votantes, destacou dez árvores emblemáticas de Portugal, entre as quais oliveiras, sobreiros, azinheiras, carvalhos e cedros. A Oliveira do Mouchão, localizada em Mouriscas (Abrantes), obteve o segundo lugar com 2.470 votos, enquanto o Sobreiro Centenário, de Abela (Setúbal), ficou em terceiro com 2.342 votos.
Carinhosamente apelidada de “Figueira dos Amores”, esta árvore vencedora tem uma história que remonta ao século XIX, quando foi plantada por um aristocrata colecionador de árvores, que adquiriu as sementes através de trocas com o Jardim Botânico de Sydney. Hoje, está situada junto à Fonte dos Amores, no cenário lendário do romance trágico entre o Rei Dom Pedro e Dona Inês de Castro, fascinando os visitantes pela imponência dos seus ramos, tronco e raízes.
Com este título, a Figueira da Austrália irá agora representar Portugal no concurso europeu “Tree of the Year”, cuja votação online acontecerá no início de 2025.
A eleição da Árvore do Ano é uma iniciativa que valoriza o património natural e cultural do país, celebrando histórias que unem a natureza e a memória coletiva das comunidades.