27 de Outubro de 2021 | Coimbra
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Coimbra não desarma na defesa pelos Covões

28 de Agosto 2020

Coimbra e região continuam unidas na defesa do Hospital dos Covões. A saúde é um tema que a todos toca e todos manifestam preocupação com a situação que se vive na cidade, onde já se tornou bastante evidente que são necessários os dois hospitais.

A União de Freguesias (UF) de S. Martinho do Bispo e Ribeira de Frades tornou pública, em meados do mês, uma fundamentação em defesa deste hospital, “uma causa com história em prol do interesse das populações”. No documento dá conta da sua longa história no domínio da assistência pública a Coimbra e sua região, tendo começado como sanatório na década de 30 do século passado até ser convertido em Hospital Central Civil, já nos anos 70, passando a atuar em articulação com os Hospitais da Universidade (HUC).

Atendendo ao “vasto legado histórico, patrimonial, social e médico-cirúrgico” dos Covões, a UF de S. Martinho do Bispo e Ribeira de Frades, presidida por Jorge Veloso, apela a que se mantenha “em pleno funcionamento”, na sua área administrativa e territorial, “o Hospital Geral dos Covões como hospital de referência, além da urgência polivalente a funcionar 24 horas, dados os benefícios de saúde pública e a animação do tecido económico e social da população que serve”. Pede ainda ao “Governo e à Administração dos HUC que promovam a reversão da fusão hospitalar com devolução da autonomia aos dois polos – fórmula de sucesso com que historicamente se geriu e garantiu uma assistência hospitalar de qualidade em Coimbra e Região Centro”.

Grupo em defesa da saúde com 29 mil membros

A posição da UF de S. Martinho do Bispo e Ribeira de Frades em defesa dos Covões junta-se a muitas outras que têm ocorrido na cidade nos últimos tempos, não podendo ser esquecidas as várias manifestações em defesa do hospital que têm unido não só várias entidades como também a população.

A defesa da saúde levou também à criação de um grupo no facebook, designado “Pela Saúde em Coimbra” que, em pouco tempo, atingiu os 29 mil membros, não só de Coimbra mas da região e do país, pessoas anónimas ou ligadas aos mais diversos setores de atividade. Trata-se de um grupo público, onde todos podem opiniar e partilhar experiências, sendo muitos aqueles que têm deixado mensagens contra o encerramento do Hospital dos Covões.

Aludindo ao trabalho de António Arnaut em prol da saúde, este grupo defende a saúde como “um bem de valor inestimável que deve ser promovido e defendido, enquanto direito básico de cada ser humano”. Defende também um Serviço Nacional de Saúde “funcional, inclusivo e de proximidade”.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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