Defendemos “à outrance” o pluralismo ideológico, pressuposto de que os cidadãos não são redutíveis a um princípio constitutivo único, mas sim que todas as democracias têm o seu lugar em qualquer regime político e a sua doutrinação é balizada
pela autoridade emanada da vontade do povo, enformada, intrinsecamente, pelas divisas de igualdade e liberdade concomitantes e inerentes a uma coexistência pacífica interna e externa, mas que, por ironia, fenece irresistivelmente no momento em que a ganância, a cobiça, a deformação espiritual, a autocracia, atentam irremediavelmente contra os princípios democráticos.
Foi, sem dúvida, essa instabilidade emocional refinada, assassina que afetou a personalidade dos autocratas cômpares, Hitler, Mussolini, Putin, etc., que derramaram a sua ira sobre os seus súbditos ou sobre nações regidas pelo espírito pacifista das suas políticas, o último dos quais continua a invadir países independentes, a despojar e a matar os seus habitantes e a apoderar-se, pela força das armas, do seu território, inventando causas do seu perverso imaginário.
De facto, é preciso não possuir o mínimo ético-axiológico para exultar aquela barbarice, na convicção de que o povo é imbecil e, por tal razão, até aplaude os seus ingloriosos feitos. E se uma coligação de países não alinhados invadisse a federação russa e dizimasse toda a população e arrasasse o seu território…? E o cinismo das baixas nas tropas russas? Já não podiam morrer de riso, não é verdade?
Temos a consciência de que são extensas e enfadonhas as citações explanadas no texto, mas sem elas ficaria truncada a intenção a que nos propusemos, de provar a tendência tautológica do autor de eleger a “esquerda/ vermelha/ comunista” como a doutrina universal e repudiando qualquer pensamento ou prática que impeça o seu exercício democrático.
A liberdade e a igualdade democráticas são direitos que podem ser exercidos a esmo, mas balizados com respeito pelo outro, e intransponíveis quando essa gavela atinge uma Instituição e/ ou o estatuto das entidades que as representam, porque então esse alguém é rude – com falta de ética educacional e ofensivo da Identidade Nacional.
Só a imagética polivalência de quem finge enxergar menos do que um invisual, pode engendrar tais convícios. FIM.