“E a pocilga televisiva começa logo a refocilar ao editar o discurso decente do secretário – geral de um modo que revolta qualquer pessoa decente…”; “de Marcelo, o linguarudo farofeiro… nos mói até à morte a paciência…, Mas já ouvir Marcelo é de mais!”; “e as mesmas pessoas duvidaram de que lia dois livros por dia, que Deus lhes perdoe, acharão as suas histórias um rol de vigarices” “… ao ponto de assistir ao encontro de um dos partes feitos no céu nestas matérias: o rapaz Cláudio ou o Luís Varela e o major-general Isidro se dirijam à zona do conflito. E com as suas cortantes análises, provoquem baixas nas tropas russas”: “Pobre Rússia. Que podem morrer de riso.” Isso não acontece, dizemos nós, porque têm o Agostinho Costa para os salvar.
E dos bons, entre muitos outros, citam-se apenas: Zé Romão e António Barros, universitários e comunistas; do chamado político melancia, verde por fora – vermelho por dentro, o que só o honra; Artur Jorge, um homem culto, um cidadão democrata empenhado, um sindicalista e de esquerda…é apagado da memória comum e até hostilizado. Porquê? Exatamente por estas razões;
Citando um artigo jornalístico, da nossa praça, de 25/11/2024, duma “senadora” descrevendo que, nos anos 60, o então “catequista” e comandante supremo do PCP, Dr. Álvaro Cunhal, na ensinança ao seu partido explicava exatamente aquilo que se tinha passado na União Soviética, com a Revolução de Outubro. E ele achava, e está escrito, publicado, que o programa do PCP era a insurreição popular armada. “Quando se dá o 25 de Abril ele diz, temos a revolução democrática nacional feita, temos que avançar para o nosso outubro, para a insurreição popular armada.
Na véspera do 25 de novembro, há uma reunião dos dirigentes do partido, na qual Cunhal nos diz o seguinte: como dizia Lenine, na véspera da Revolução de outubro, ontem era cedo, amanhã é tarde, é hoje… Esse momento não aconteceu por uma razão muito simples. É que quando se contaram as armas, não havia suficientes…E, portanto, quando se apercebeu que os paraquedistas não tinham aviões…, obviamente mandou-se as pessoas para a cama” (Comentário de Zita Seabra na CNN).
Gostaríamos nós agora de ouvir o sr. prof. de filosofia pronunciar-se sobre esta revolução democrática, para a insurreição popular armada, por que o que dela se extrai, inequivocamente, não tem nada de democrático. Pelo contrário, é um ensaio para a futura “operação militar especial” na Ucrânia.