A Câmara Municipal de Cantanhede está a concluir a venda de vários lotes nas zonas industriais que, juntamente com outros alienados recentemente, se destinam à instalação de mais 19 empresas e à ampliação de outras duas, na maioria dos casos “de setores que fazem parte das principais cadeias de valor do concelho”.
No total, a autarquia vendeu nos últimos dois anos o equivalente a 40 hectares (ha) para projetos de investimento empresarial: oito em Cantanhede, sete em Febres e sete na Tocha, o que, segundo as estimativas dos próprios investidores, corresponde a quase 100 milhões de euros de investimento e à criação de cerca de 300 postos de trabalho.
Helena Teodósio, presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, não esconde a sua satisfação pelo “assinalável crescimento que os núcleos empresarias do concelho estão a registar, em resultado do apreciável esforço financeiro realizado pela autarquia na sua ampliação”, adiantando que “esta é apenas uma parte do que está previsto ao nível da dinamização e expansão da base económica”.
Segundo a autarca, “foram introduzidas mudanças nos regulamentos e outros mecanismos de planeamento territorial, de modo a poderem acomodar o alargamento das zonas industriais”.
“A imensa procura que a zona industrial tem suscitado justificou a alteração do Plano de Urbanização da cidade, que passou a contemplar mais 80 ha, a somar aos 200 ha existentes, estando a autarquia agora a prosseguir com a compra de mais terrenos no âmbito da nova delimitação.
A presidente da Câmara considera que a dinamização da base económica “é fundamental para alargar o leque de oportunidades de trabalho em todos os setores e é isso que se pretende com a ampliação das zonas industriais”. “A par da elevação dos padrões de qualidade de vida, o fomento do emprego é o indicador a que damos maior atenção, pois dele depende a vida das pessoas e a sua perspetiva de realização profissional e familiar”, vincou.