23 de Junho de 2021 | Coimbra
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Câmara de Coimbra vai melhorar Feira dos 7 e 23, Centro Hípico e Mata da Geria

7 de Maio 2021

A Câmara Municipal de Coimbra vai realizar obras de melhoramento na Feira dos 7 e 23, no Centro Hípico, na Mata da Geria e, ainda, em troços de estradas marginais. Estes terrenos foram cedidos ao Município pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), através de um protocolo formalizado na sexta feira e que permite que a autarquia avance com as intervenções previstas.

O protocolo formaliza a cedência de algumas parcelas de terreno à autarquia, já utilizadas por esta desde 1985 mediante acordos com as entidades tutelares. Contempla terrenos que a Câmara considera fundamentais para as intervenções que pretende realizar. Nos terrenos da Feira dos 7 e dos 23, em Bencanta, com uma área de mais de 35 mil metros quadrados, a autarquia prevê investir cerca de 400 mil euros na requalificação do espaço, de forma a dotá-lo de mais conforto e segurança para vendedores e utilizadores que frequentam estas feiras periódicas. O projeto prevê a melhoria dos pavimentos, vedação do recinto, ordenação dos espaços, controlo dos acessos, definição de uma nova zona de restauração, estacionamento, novas instalações sanitárias e a plantação de mais de uma centena de árvores.

Relativamente ao Centro Hípico, a Câmara pretende mantê-lo em condições adequadas de funcionamento, tendo investido recentemente 25 mil euros para a recuperação de 40 boxes de madeira e respetivos telhados.

Já no que diz respeito à Mata da Geria, pretende recuperar e manter o edifício existente, tendo como finalidade a criação de um centro educativo ambiental ou outro compatível com o espaço e a recuperação da biodiversidade da mata.

A Câmara tem, ainda, prevista a criação de uma nova ciclovia, de 18 quilómetros (km), que terá início junto à atual estação ferroviária de Coimbra B e ao futuro interface de Coimbra-Norte e que seguirá, em canal próprio, ao longo da via paralela ao leito periférico direito (vala Real ou vala do Norte), pela Mata da Geria, num percurso pela natureza. O trajeto prossegue pelo caminho agrícola existente até S. Martinho de Árvore, já no limite do concelho de Coimbra, tirando partido de toda a beleza e envolvente natural. A este traçado de 14 km acrescem as ligações previstas à Adémia, Cidreira, Geria, S. João do Campo, S. Silvestre e Quimbres, que somam mais quatro quilómetros, perfazendo um percurso total de 18 de via ciclável.

O protocolo define, ainda, a cedência de três troços de estradas, com uma extensão total de 7.815,50 metros, correspondentes à margem direita da estrada de manutenção do canal condutor geral e do leito central do rio Mondego, entre o pontão do rio Velho em Coimbra e a ponte de Casais; à margem esquerda da estrada de manutenção do leito central do rio Mondego entre o Açude-Ponte de Coimbra e a ponte de Casais; à ponte de Casais e respetivos acessos das margens esquerda e direita.

Esta cerimónia contou com a participação do presidente da Câmara, Manuel Machado; do vice-presidente da APA, José Pimenta Machado; do ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes; da secretária de Estado do Ambiente, Inês Santos Costa; do presidente da Assembleia Municipal de Coimbra, Luís Marinho; dos vereadores da autarquia Carlos Cidade, Regina Bento, Carina Gomes e Paula Pêgo; de membros do Conselho de Administração da empresa Metro Mondego; de presidentes de Juntas de Freguesia do concelho, entre outras personalidades.

Depois da assinatura do acordo, seguiu-se uma visita às obras de requalificação da margem direita do Mondego e a apresentação pública dos projetos de reabilitação e valorização fluvial, no Convento São Francisco, tendo sido formalizado o acordo entre a Câmara e a APA para reabilitar o rio Mondego, a montante da ponte da Portela, uma obra que terá financiamento comunitário na ordem dos 480 mil euros. A encerrar a sessão esteve o Primeiro-ministro, António Costa, que, dirigindo-se especialmente aos municípios portugueses, agradeceu todo o empenho e dedicação no combate à pandemia e lançou o desafio para que se mobilizem para a utilização plena do Plano de Recuperação e Resiliência, que tem que ser cumprido até 2026.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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