7 de Março de 2026 | Coimbra
PUBLICIDADE

Martinho

BANALIDADES? Urss/Federação Russa/Ucrânia (IV)

15 de Dezembro 2023

Na noite de 2 5 / 0 2 / 2 0 2 2 , como é transversal a todo o universo, a marinha da Rússia iniciou um ataque anfíbio violentíssimo na região litorânea do mar de Azov e, até Abril cerca de 95% dos edifícios da cidade já haviam sido totalmente desruídos pelos combates e bombardeiros, contando-se mais de 2000 civis mortos nas primeiras 3 semanas e ainda 264 soldados, dos quais cerca de 60 feridos, que foram levados para áreas controladas pelas forças russas. Apesar de Putin ter declarado vitória, ainda se contabilizavam bolsões da resistência ucraniana no Complexo Siderúrgico e Metálico de Azovstal. Quanto a quem saíu vitorioso, as opiniões dividem-se.

Quanto à península da Crimeia, foi inserida no território da Ucrânia em 1954, mediante um acordo entre si e a Rússia; em 25/12/1991 tornou-se independente e adquiriu uma posição política de República Autónoma, aquando da divisão regional ucraniana. Foi duramente fustigada por ataques durante o domínio soviético; durante a 2ª. grande guerra e, a seguir, por crises internas, fomentadas do exterior e por infiltrados. Estas constantes guerrilhas acarretaram-lhe grandes perdas económicas e humanas que a destroçaram e expuseram à cobiça e à exploração desenfreada do inimigo.

Em 2014, a Crimeia, de maioria separatista, foi invadida pela Rússia, a pretexto de proteger os russos nativios, que a habitavam, enviando tropas não identificadas à região e, aproveitando o ensejo, ordenou ao seu exército que apoiasse viris distúrbios civis nas províncias ucranianas de leste – Donetsk, Kerson, Lugansk e Zaporíjia – onde, pelo menos 34 infiltrados foram identificados. Não deixará de causar pasmo se alguém ficar indiferente à argumentação da Rússia para a “operação Militar Especial”?, de alijar as causas aos ocidentais, que fomentam o conflito com o fornecimento de armas, munições, carros de combate e tropas à Ucrânia, se foi dela a iniciativa da invasão; que se forneceu de drones e de outro material do Irão, da Índia, da China, etc. e do apoio bélico da Bielorrússia; que sustenta, desde o início, dois batalhões de mercenários a combater na Ucrânia e para onde recrutou enésimos infiltrados?;

Se o leitor se der ao cuidado de ler e respigar esta vulgar narrativa, despido do menor sectarismo, como deve ser, aceitará que a realidade só tem barreiras quando é intencionalmente adulterada. Banalidades históricas? Talvez! Fim.


  • Diretora: Lina Maria Vinhal

Todos os direitos reservados Grupo Media Centro

Rua Adriano Lucas, 216 - Fracção D - Eiras 3020-430 Coimbra

Powered by DIGITAL RM