MALFADADO IP3 – O IP3 que liga Coimbra a Viseu continua a ser um cemitério. No início da semana um violento acidente na zona de Santa Comba Dão com mortos e feridos voltou a trazer à luz da consciência a importância, não só de atualizar para maior segurança este trajeto, mas de pedirmos, de forma efetiva e fortemente apelativa, a construção de uma autoestrada entre as duas principais cidades do Centro do país. COIMBRA E VISEU têm ligações económicas e sociais próprias e fortes, além de constituírem uma parte significativa de importantíssimo corredor internacional. Urge exigir uma NOVA AUTOESTRADA ENTRE COIMBRA E VISEU. E, já agora: a renovada Linha da BEIRA ALTA tem de voltar a entrar no Ramal da Pampilhosa e servir CANTANHEDE e FIGUEIRA DA FOZ. A Figueira foi a sede da Companhia de Caminho de Ferro da Beira Alta. Precisam de mais justificações?
BAILAR, BAILAR, BAILAR – Posso dançar sozinho, mas um BAILE é estar a socializar. Baile é um acontecimento em que a base é a dança. Há vários géneros de bailes, dos de máscaras aos de salão e de gala, respigando pomposamente o Baile de Gala da Queima. Perceciono que voltou a crescer o interesse pela dança e pelos bailes. Há convívio e há um exercitar do corpo e da amizade. É bom para todas as idades. Pelos salões de Portugal, de norte a sul, voltamos a ver bailes em que as comunidades se juntam e se divertem ao som da música. Há as danças nas discotecas e danceterias, mas pormenorizo os bailes grupais que se distinguem por uma certa formalidade. Coimbra teve espaços formais e informais para bailes. Admito que muitos conimbricenses recordem os bailes do Coimbra Clube, dos Irmãos, nos Olivais, no Rancho de Coimbra em cujo salão pontificavam nas paredes fotos de autores de belos temas musicais populares da nossa cidade, em Celas, no Calhabé, nos Centros Populares, no Bordalo, na Pedrulha, no Loreto. Apaparicando-as, olhávamos as raparigas e se aceitassem o convite A MENINA DANÇA? Tínhamos direito a uma série de três danças que muitas vezes eram suficientes para o iniciar de um namorico. Do meu tempo, ficaram também as memórias dos bailes de garagem ao som dos Shadows e de melosos temas, mãos na cintura a cruzar com as mãos delas à volta dos nossos pescoços e muitas vezes…languidamente… quase colados ao chão, ao som de Adamo: Mais laisse mes mains sur tes hanches, tu seras ma dernière chanson.
RÁDIO PÚBLICA ANIVERSARIANTE – A Rádio Pública começou por ser Emissora Nacional acaba de assinalar 90 anos de existência. Um testemunho da importância da Rádio foi dado por Coimbra. A 15 de fevereiro de 1941 houve um ciclone que fez muitos mortos e o país ficou sem ligações entre o norte e o sul, mesmo os ctt colapsaram. Em Coimbra estava para ser inaugurado o Emissor Regional, em Montarroio. Face à catástrofe este teve de entrar em funcionamento de imediato e antes da inauguração oficial. Assim, o Emissor de Coimbra passou a dar notícias para o norte e para o sul ligando o país O emissor que estava para funcionar tinha um pequeno alcance e o Governo requisitou, face ao ciclone, um emissor mais potente que tinha sido construído pelo Professor Mário Silva na Universidade. E assim, meia dúzia de anos depois da inauguração da rádio pública, foi o Emissor Regional de Coimbra que LIGOU PORTUGAL e passou a fazer história. E esta hem? – teria dito o Fernando Pessa.