16 de Março de 2026 | Coimbra
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Arquitetos levam futuro da estação de Coimbra a petição

1 de Março 2024

Três arquitetos, Adelino Gonçalves, Luís Paulo Sousa e Paulo Antunes, uniram-se para mostrar aos cidadãos, sendo já do conhecimento da Câmara Municipal de Coimbra, que existe uma alternativa ao já avançado Plano de Pormenor da Estação Intermodal de Coimbra. O grupo leva a proposta a debate de forma a evitar o que consideram “erros estratégicos graves” por parte do atual projeto elaborado por Joan Busquets.

Considerando um plano ambicioso, os autores apresentaram, na quarta-feira, no Salão Brazil, uma proposta intitulada “Parque Multimodal do Choupal” e que passa acima de tudo por encontrar uma solução que abdique de uma nova ponte rodoviária sobre o Mondego

Desta forma, o que se propõe é a criação de um parque urbano, de 48 hectares, que deverá estar articulado com a Mata Nacional do Choupal, a futura estação intermodal, e uma futura Nave Multiusos (com 8000 lugares sentados), previsto no Plano Diretor Municipal para aquela zona e o Vale de Coselhas.

Faz parte ainda do plano dos arquitetos a criação de uma incubadora de empresas (o Instituto Ribeiro Teles) e ainda a integração de um Passeio Æminium (percurso pedonal na margem direita do Mondego entre Estação Nova e Ponte-Açude).

Evitar nova ponte sobre o Mondego

Tal como o município, os arquitetos defendem o fim do viaduto do IC2 ao longo da rua do Padrão (via que liga o centro da cidade à estação ferroviária), mas entendem que o seu fim não exige a criação de uma nova ponte rodoviária sobre o Mondego, tal como defendido pela autarquia, apresentando como solução alternativa o desvio do trânsito para a rotunda da Fucoli e criação de um túnel que permita retomar o IC2 a norte.

O grupo defende também o fim do tráfego rodoviário no tabuleiro inferior da ponte-açude e propõe um novo desenho na forma como o Sistema de Mobilidade do Mondego chega à futura estação, para permitir, no futuro, uma expansão daquela rede de ‘metrobus’ a norte do concelho.

Ao contrário de Busquets, estes três autores propõem uma intensificação do desenvolvimento urbano a nascente, junto à rua do Padrão.

Para esta proposta e por forma a reduzir o tráfego rodoviário que acaba por atravessar a cidade, os arquitetos defendem a conclusão do Plano Nacional Rodoviário em Coimbra, nomeadamente o prolongamento da A13 a norte, ligando-a ao IP3, permitindo criar uma circular regional externa, que consideram que deveria ser isenta de portagens.

Para Luís Paulo Sousa, a proposta de Joan Busquets permite uma travessia de tráfego sobre a malha urbana a ser edificada, considerando que aquilo que o grupo defende permite um maior foco na mobilidade suave em toda a zona que será intervencionada.

Questionado sobre uma maior integração do Monte Formoso na cidade, Luís Paulo Sousa esclareceu que propõem uma ligação mecanizada entre a cota daquela zona e a futura estação intermodal.

Presente na sessão, o fundador da tecnológica Critical Software, Gonçalo Quadros, realçou a importância de Coimbra aproveitar a atual oportunidade da alta velocidade para que possa “fazer emergir uma nova cidade”.

Todas as propostas encontram-se no website parquemultimodaldochoupal.eu.

 


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