21 de Junho de 2021 | Coimbra
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MANUEL BONTEMPO

Apontamento

11 de Junho 2021

A poesia quase morreu!

Este universo humano fica sujeito a um pseudo progresso da palavra, do conceito, do hermético, e estes “poetas”, na sua maioria deixam-se encantar pela rima fácil, corriqueira mas aceite pelos obscuros livreiros.

Há poetas obscuros que têm o benefício material de um descuidado ou ignorante mecenas.

E quanto mais virtuais e de complexos inconscientes para uns tantos “padrinhos” que não se importam com as emoções estéticas e as fases da criação melhor. Debuxa-se nesses livros uma série de infantilidades e as habilidades artimanhas de uma medíocre poesia apadrinhada pela fama literária do bairro num festim sibilino fabricado em série como pretensos poetas quisessem usar o esquema lógico dos clássicos dos auto dominados de poesia revolucionária ou de arautos do iluminismo dum novíssimo verbo.

Este universo humano fica sujeito a um pseudo progresso da palavra, do conceito, do intrincado, e o “poeta” do bairro deixa-se encantar pela rima fácil.

A poesia, no entanto, é beleza transfigurada que encanta o ser humano e estimula os instintos, as emoções, aflora as consciências quando se associam as formas e agita os fenómenos psíquicos o amor, o ciúme, a paixão, as imagens de sensações adormecidas…

A poesia é beleza transfigurada e desde a poesia quinhentista que se sente na poética lusa a ideia da beleza.


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