24 de Janeiro de 2026 | Coimbra
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Paulo Ilharco

AGORA

6 de Outubro 2023

Agora que me fica mais vazia

A folha onde eu cantava o teu abraço,

A minha voz chafurda na Poesia

Do Silêncio sem timbre e sem compasso.

 

Agora que me isolo na agonia

De enxergar que este Mundo é vão fracasso,

Meto uma cunha a Deus e à Deusa-Fria

P’ra que me dês um só sinal do Espaço.

 

Agora que vislumbro nas estrelas

O teu sorriso, quero protegê-las

De qualquer Verve e até de qualquer Sorte.

 

Que esta dor de te ter perdido, Amigo,

É a mesma que já nasceu comigo

E mata a Vida, dando vida à Morte!

 

 

29/9/2023               Em memória de Carlos Murta Jorge.

                                                Paulo Ilharco


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