23 de Maio de 2026 | Coimbra
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Sara Madeira

Acerca do Cemitério da Conchada, Coimbra

6 de Outubro 2023

Iniciei a minha colaboração com O Despertar em finais de 2021. O meu objetivo, nesta parceria, foi e continua a ser a partilha de informação referente a personalidades e temáticas fundamentais para a memória conimbricense no contexto do meu estudo de caso académico, o Cemitério da Conchada, em Coimbra, relembrando neste contexto, algumas das individualidades e tópicos abordados: António Augusto Gonçalves, João Machado, Adelino Veiga, Lourenço Chaves de Almeida, Escola Livre das Artes do Desenho, para além do já mencionado espaço cemiterial oitocentista.

 

Para guiar a minha investigação, recorri a referências bibliográficas relevantes: (1) João Machado, Um Artista de Coimbra (1975) de Pedro Dias; (2) Vida e Obra de Adelino Veiga. Poeta – Operário Conimbricense (1993), edição do Gabinete de Arqueologia e Arte do Centro (GAAC); (3) Memórias de Um Ferreiro (2007) de Lourenço Chaves de Almeida; (4) António A. Gonçalves. Homenagem do “Instituto de Coimbra” (1946), separata de “O Instituto”; (5) João Machado: o homem e a obra (1983) por Regina Anacleto; (6) Death, Dying and Dark Tourism in Contemporary Society: A Theoretical and Empirical Analysis (2010) por Philip R. Stone; (7) Freguesia de Santa Cruz. História, Memória e Monumentalidade (2010) por João Pinho; (8) La relevancia idiosincrásica de la muerte y los cementerios. Turismo em el cementerio ochocentista de Conchada (Coimbra, Portugal): públicos, motivaciones, interpretaciones y relexiones(2022) de Sara Madeira; (9) Os Cemitérios do Porto e a arte funerária oitocentista em Portugal. Consolidação da vivência romântica na perpetuação da memória (2002) por Francisco Queiroz; (10) O Cemitério da Conchada. Introdução ao seu estudo (1999) por Ana Margarida Portela e Francisco Queiroz; (11) 1º Centenário da Exposição Distrital de 1884 Coimbra. Artes Plásticas Artesanato Memorial Histórico de 1884 Simpósio (1984/1985), edição do Secretariado das Comemorações; (12) Memorial de um complexo arquitetónico enquanto espaço museológico: Museu Machado de Castro – 1911 – 1965 (2015) de Duarte Manuel Roque de Freitas; (13) Para uma árvore genealógica museológica: o caso singular do Museu Machado de Castro (2020) por Duarte Manuel Roque de Freitas.

 

No decorrer das leituras anteriores ficaram vincados conhecimentos essenciais, significativos para  um percurso de investigação contínuo, relevante para o aprofundamento da importância patrimonial  e memorial do Cemitério da Conchada. No entanto, destaco a seguinte reflexão: os cemitérios, considerando a palpabilidade da sua impactante imagética, podem ser considerados, por muitas pessoas, como intimidantes, não se distanciando o Cemitério da Conchada desta interpretação genérica. A contemplação existencialista,  que o imaginário cemiterial proporciona, deve ser reconsiderada em contexto turístico, cultural, histórico, artístico, social ou comunitário através de uma abordagem civil e governativa livre de constrangimentos culturalmente pré estabelecidos, recorrendo a  políticas públicas que não se circunscrevam a ações e iniciativas pontuais.

 

Fica o desafio.


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