(prosa – verso)
Gosto de me sentar num banco de pedra,
Por debaixo de uma aprazível pérgola,
Rodeada de flores perfumadas,
Lendo um livro que me inspire a alma,
Ouvindo o chilrear melódico de passarinhos.
Depois, olho em redor e mais além,
E desfruto de uma paisagem,
Bela, rude, pedregosa e cheirosa.
Estou perto da Serra que foi o meu berço,
Bebo das suas histórias e memórias,
Aspiro o seu silêncio, a fragrância da urze,
Olho os seus giestais sarapintados de branco e amarelo,
Segundos depois sou um homem novo.