O Moinho da minha varanda,
Roda, roda, sem parar;
De cansado,
Também revoltado,
Já pensa, – o que é que adianta,
Tanto rodar, sempre a rodar?
A mim, hoje, custou-me levantar,
E andar,
Também mais depressa caminhar.
Não sei porquê; talvez porque não entendi,
O rodar permanente do meu moinho, a vida;
A que tenho de viver e a já vivida.