Queridos leitores, hoje vamos dar um passeio natalício pelo coração da nossa freguesia. Não nasci na freguesia de Santo António dos Olivais mas quase, porque assim que sai da maternidade fui para a nossa casinha da praceta. Era inverno e por ali estive nos primeiros dias, a conhecer o Pai Augusto, a Mãe Rosarinho, as manas, a avó de Podentes, os avós do Luso, os tios, os primos, os padrinhos e muito amigos.
Vou passando pelos anos e os natais-memória começam a ser muitos mais do que os natais-futuro. Lembro-me de saltar da cama na madrugada do dia de Natal para encontrar um novo Lego… lembro-me de esperar com muito entusiasmo a hora de ir para casa dos avós do Luso onde passávamos o dia de Natal… lembro-me de dia 26 ainda ser Natal e o (re)encontro com os amigos-vizinhos ser sempre uma festa. Era dia de estrear as novas bolas em futeboladas de luxo. Sim, o futebol era (e é) o desporto-paixão da Clarinha…
É na minha freguesia-casa que encontro o aconchego… gosto muito de caminhar pelas suas ruas e (re)encontrar os vizinhos. De modo particular gosto de (re)encontrar as crianças, sempre muito crescidas e sorridentes, com quem gosto de “dar uns toques de bola” e fazer pequenos passeios de bicicleta. Gosto muito de (re)encontrar amigos-vizinhos, que andam por outras paragens e nesta quadra natalícia sempre voltam à nossa freguesia. Gosto muito de encontrar os meus padrinhos que tive a felicidade de ter como vizinhos toda a vida. Os meus padrinhos-família são um dos mais valiosos presentes da minha vida.
O passeio até ao clube-casa é sempre um regresso ao passado. É impossível não me emocionar ao recordar o Sr. Eng.º e ao recordar a Clarinha que lançou bolas ao cesto naquele campo. O passeio a pé na “rua da emissora” faz-me sempre lembrar as “dolorosas” corridas do início das temporadas e rouba-me aquele sorriso que alimenta as minhas memórias.
Este ano quero que o Natal seja lento (slow Christmas). Quero saborear demoradamente a família e os amigos. Num ano de dores este será um Natal-conforto para celebrar a vida e ganhar energia para os tempos que se aproximam.
A minha freguesia dá nome ao meu clube e é para muitos dos meus amigos um dos meus apelidos… sou para eles a Clarinha dos Olivais.
A minha freguesia deu-me mundos e é o meu mundo.
A minha freguesia é… a minha freguesia Natal!