16 de Outubro de 2026 | Coimbra
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António Inácio Nogueira

Queríamos um mundo novo…agora, temos um mundo velho!

16 de Outubro 2026

(prosa-verso)

 

Caminhamos num mundo de vazios e guerras.

De novos e velhos percursos de solidão,

Adormecidos p´la IA e pelas redes sociais.

Já pouco se conversa ao longo das refeições,

Deixando paralisados afectos e corações.

Criámos um mundo de vulneráveis mentiras,

De escassez de compreensão e de falta de tolerância.

O que importa é o parecer, andar trajado na moda,

Vestir-se e deixar por dentro o quase nada.

Tudo é efémero.

Quem manobra o poder assim o deseja,

Para afastar os indivíduos das grandes decisões,

Com finalidades bem definidas,

Que tornam os pobres cada vez mais pobres,

E os ricos cada vez mais ricos.

Tantos demónios que vestem os que mandam e controlam,

Tanta falta de pensamento, sentido de noção e acção,

Preconceitos demais nesta escala do tempo,

Que passa rápido e fugidio,

Somos defuntos, às vezes penso que não há vivos,

Por superior instrumentalização.

Tudo improvável,

É esta a razão, é esta a realidade quando já não há razão.


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