A Novotecna – Associação para o Desenvolvimento Tecnológico lançou oficialmente a StartUp Coimbra, uma nova marca que pretende ser uma incubadora de referência de toda a região Centro, para apoiar jovens qualificados que pretendem criar o próprio negócio.
Horácio Pina Prata, presidente da instituição, sublinhou durante a sua apresentação, que a iniciativa não se trata de um mero ‘rebrand’, mas sim do “passo natural de uma organização que durante três décadas formou e apoiou, e que agora reúne todas essas valências numa missão mais clara e mais ambiciosa”.
O projeto está assente em três pilares fundamentais da Novotecna: a Escola Tecnológica, o FabLab Coimbra e o CETEC – Centro Tecnológico de Coimbra.
A nova estrutura vai herdar a base operacional do CETEC, que nos últimos dez anos acolheu 219 empresas, 33 em regime físico e 186 em modelo virtual, de setores altamente qualificados, como a indústria aeroespacial, dispositivos médicos, software e engenharia.
A criação da StartUp Coimbra foi fortemente motivada pelo perfil dos estudantes da instituição, uma vez que 73% dos formandos demonstram vontade de fundar o seu próprio negócio.
“Percebemos que temos nas nossas mãos um ativo extraordinário: jovens tecnologicamente qualificados que querem criar emprego e não apenas procurar emprego”, destacou o presidente.
O presidente da Novotecna realçou que a Startup Coimbra tem no FabLab Coimbra uma vantagem, já que está integrado na rede mundial de FabLabs, para além de contar com o reconhecimento da Novotecna pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), na rede da EPAT e na rede do Programa de Apoio à Criação de Emprego.
“Fazemos isto gratuitamente a todos os empreendedores”, informou, acrescentando que tal acontece “em articulação com os melhores ‘players’ da Rede Nacional de Incubadores”, da qual faz parte a Novotecna.
De acordo com Horácio Pina Prata, a estrutura “já está a funcionar” e assume desde o primeiro momento uma forte vocação internacional. A incubadora terá um foco especial no apoio à integração de empreendedores estrangeiros, com particular destaque para os cidadãos oriundos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), com o objetivo de estimular a fixação de talento qualificado e dinâmico na região Centro.