A Câmara Municipal de Coimbra tem agora na sua posse a gestão da desativada Estação Nova (Coimbra-A) e de oito parcelas de terreno sob a passagem superior do IC2.
Numa cerimónia realizada no histórico edifício ferroviário, na passada segunda-feira (18), a autarquia formalizou parcerias que visam a regeneração urbana, o apoio à mobilidade e a criação de habitação acessível, assinalando uma nova etapa na descentralização de competências naquela zona.
Através do protocolo de subconcessão da Estação Nova estabelecido com a Infraestruturas de Portugal (IP), válido por 50 anos, a autarquia assume uma área de 5.286 metros quadrados. O plano de reconversão prevê um investimento global estimado que poderá atingir 16 milhões de euros, num horizonte máximo de sete anos para transformar o espaço, encerrado em janeiro para dar lugar ao canal do Metrobus.
De imediato, nascerá ali, na Estação Nova, um Welcome Center turístico em parceria com o Turismo do Centro e a instalação da futura Agência Municipal para o Investimento e Inovação (GoCoimbra).
Ana Abrunhosa, presidente da Câmara de Coimbra, sublinhou a importância que a Estação Nova poderá trazer para a Baixa de Coimbra, considerando “uma porta de entrada” tanto para a cultura, a inovação e a valorização, que só pode crescer através de pessoas e empresas que se fixarem naquele estação.
“Vamos preservar a identidade da Estação Nova. Não vamos gastar milhões em obras físicas, o espaço está em bom estado no seu interior porque é uma boa obra”, sublinhou a edil.
A autarca garantiu a salvaguarda do património através de um processo de auscultação pública e revelou estar já em negociações com a tutela para obter terrenos contíguos da IP na frente ribeirinha, que são da propriedade do ministério das Infraestruturas. O objetivo passa por controlar os preços do solo para promover habitação destinada à classe média e aos jovens, além de escritórios e comércio.
Requalificação dos terrenos junto ao IC2
Foi ainda formalizado um acordo que confere ao município a utilização e requalificação de oito parcelas de terreno localizadas ao longo do IC2, entre a União das Freguesias de Coimbra e a União das Freguesias de Eiras e São Paulo de Frades.
Com uma área total de cerca de 26.900 metros quadrados, o protocolo tem uma duração inicial 15 anos, renováveis. Os terrenos destinam-se a parques de estacionamento, quiosques e infraestruturas de apoio ao transporte público.
A principal intervenção ocorrerá na Rua do Padrão, sob o viaduto do IC2, espaço atualmente utilizado por operadores de longo curso como a FlixBus. A Câmara Municipal planeia requalificar a zona com a instalação de salas de espera confortáveis, instalações sanitárias e cafetarias, melhorando as condições de segurança e comodidade dos passageiros enquanto se articula o futuro interface intermodal com a Alta Velocidade.