22 de Maio de 2026 | Coimbra
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Metro Mondego já transportou mais de um milhão de passageiros

22 de Maio 2026

O Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) alcançou uma marca importante de um milhão de passageiros desde que o serviço de metrobus passou a ser pago, em janeiro. O anúncio foi feito em Coimbra pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, que destacou que a procura atual está 20% acima das estimativas iniciais para esta fase da operação comercial.

“Viemos, de alguma forma, comemorar o passageiro um milhão. Um milhão desde janeiro, altura em que começamos a cobrar”, afirmou o governante.

Segundo o ministro, o habitual decréscimo de utilizadores após o fim da gratuitidade não se verificou. “Seria expectável que descessemos muito a procura depois da viagem passar a ser paga”, admitiu, sublinhando o sucesso do sistema de autocarros elétricos em via dedicada.

Os dados fornecidos há dias pela Metro Mondego revelam que, em abril, o SMM registou 280 mil validações, traduzindo-se num crescimento de 57,4% face ao primeiro mês de operação. O recorde diário foi estabelecido a 6 de maio, com 13.410 validações. O troço urbano entre a Portagem e o Alto de São João concentra atualmente 80% da procura.

Carlos Fernandes, vice-presidente da Infraestruturas de Portugal, reafirmou a intenção de ter o troço até Coimbra-B aberto antes do início do próximo ano letivo, assim como uma abertura parcial da linha do Hospital até à Praça da República. A restante linha do Hospital deverá estar concluída entre o final deste ano e o início de 2027, disse.

 

Redução do tráfego e requalificação urbana

Para além dos indicadores de passageiros, Miguel Pinto Luz enfatizou o impacto ambiental e urbanístico da infraestrutura na região. “Tirámos 750 mil carros do território e isto é fundamental para percebermos a mudança da qualidade”, vincou, apontando o projeto como um exemplo de sustentabilidade que o Governo pretende “contaminar positivamente” noutras geografias do país, esperando que sistemas semelhantes cheguem à região de Leiria, ao Algarve ou à zona de Braga.

“Estamos aqui numa praça junto ao estádio de Coimbra, que também ela representa aquilo que os metrobus podem ter no país todo. É uma oportunidade de requalificar o tecido urbano, de desenhar cidade, fazer cidade, construir cidade e, ao mesmo tempo, garantir uma mobilidade mais amiga do ambiente, mais saudável”, declarou o ministro.

 

Expansão no horizonte

Apesar de o sistema ainda aguardar a conclusão integral da rede urbana, que ligará a estação de Coimbra-B e o polo hospitalar, o executivo confirmou que já decorrem discussões para a futura expansão do SMM para outros concelhos vizinhos, como Cantanhede e Condeixa-a-Nova, tal como preconizado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra.

“A expansão já estamos a discuti-la, naturalmente, porque este tipo de infraestrutura tem que ganhar uma capilaridade mais fina, porque só assim serve o território”, explicou Miguel Pinto Luz. O ministro ligou diretamente o futuro do metrobus ao projeto ferroviário nacional, esclarecendo que a nova estação de Alta Velocidade de Coimbra “só será rentabilizada na máxima potência” se existir uma rede metropolitana capaz de alimentar o fluxo de passageiros.

O titular da pasta das Infraestruturas concluiu apontando Coimbra como o centro de uma nova “macro-região” que beneficiará da proximidade aos aeroportos de Lisboa e Porto através da Alta Velocidade, bem como da transformação do IP3 em perfil de autoestrada com ligação à A13.

 


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