(Prosa – Verso)
Avó, por que será que aos 83 anos ainda chamo por ti?
Avó, és o mais belo poema que escrevi.
Avó, os sonhos contigo são uma quase – realidade, sabes porquê?
Porque estás permanentemente no meu pensamento, Avó.
Avó, és um canto perfeito, a força da minha raiz e da razão.
Clamo por ti avó, és o meu sentido de pertença, o «tic – t ac» do coração.
Avó, tu és o cordão umbilical, que sempre me liga a ti.
Avó, foste o ser marcante da minha infância e juventude.
Avó, os sentidos, os cheiros, as recordações, a verdade, as saudades, os Afectos, carrego – os todos ainda hoje comigo!
Avó, estou velho, mas partilho contigo memórias inesquecíveis.
Avó, podes crer, são elas que me ajudam a viver.
Avó, acredita no poder do meu poema.
Óh avó, simples é a minha poesia, grande foi e ainda é o nosso amor.