A Santa Casa da Misericórdia de Condeixa-a-Nova assinalou, no sábado (11), o seu 100.º aniversário com uma cerimónia solene que reafirmou o seu papel vital na coesão social da região.
Fundada em 11 de abril de 1926 pelo benemérito Simão da Cunha, a Santa Casa foi descrita pela presidente da Câmara, Liliana Pimentel, como o “rosto mais humano de Condeixa”, sendo um “parceiro imprescindível” que caminha lado a lado com o município no apoio aos mais vulneráveis.
A autarca reforçou que a Santa Casa é “insubstituível” por contemplar todas as fases da vida e todos os estratos sociais, sem olhar a condições económicas. Ao recordar o impacto da instituição em gerações de famílias locais (incluindo a sua própria), a presidente prestou homenagem aos funcionários, descrevendo-os como o “coração pulsante” da Misericórdia.
Durante a cerimónia foram homenageados todos os ex-provedores que, ao longo de um século, “deram lições de altruísmo” e permitiram dar o melhor á população.
Para Paulo Simão, Provedor da Misericórdia de Condeixa, chegar ao centenário representa, acima de tudo, “muita coragem” e uma “resiliência extraordinária” de todos os que serviram a casa ao longo de um século.
Atualmente, a instituição serve cerca de 700 refeições diárias e apoia uma vasta amplitude geracional, desde crianças em creches e centros de acolhimento, sendo que atualmente há dois idosos com mais de 105 anos de idade na Santa Casa da Misericórdia.
“Damos dignidade a quem mais precisa”, afirmou o Provedor, sublinhando que a missão é garantir que os utentes sintam a instituição como a sua “nova casa”, usufruindo de serviços que promovem uma longevidade com qualidade.
Maior apoio estatal
O evento contou com a presença da Secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, que destacou o percurso histórico da instituição como um “sinal claro da importância desta instituição no território”.
A ministra reiterou o compromisso do Governo em “alargar a percentagem da comparticipação do Estado até aos 50%”, adiantando que há também um investimento que ultrapassa os 200 milhões de euros para o setor social.
Como exemplo desta política de proximidade, Clara Marques Mendes anunciou, a breve-prazo, o lançamento iminente de um projeto-piloto de apoio domiciliário. Esta nova resposta social, de base comunitária e funcionamento 24 horas por dia, pretende ir além dos cuidados básicos de alimentação e higiene, oferecendo serviços articulados e individualizados para garantir que os utentes possam permanecer no conforto do seu lar com total assistência.
No final das homenagens houve o descerramento de um mural e de uma placa alusiva ao centenário. O mural representa os valores de humanidade que orienta toda a ação da Misericórdia, enquanto a placa, ambos localizados no lado exterior da entrada do edifício, contempla a ação da Santa Casa na área da ação social, no apoio ao idoso, à criança e à juventude, afirmando-se como o pilar essencial de solidariedade, proximidade e cuidado no concelho de Condeixa.