Independentemente de aspetos ligados ao mundo futebolístico, a morte de Pinto da Costa, antigo presidente do Futebol Clube do Porto, levou-me a refletir na importância da REGIONALIZAÇÃO. Ele bateu-se pela regionalização. De forma percuciente vejo Coimbra e a Região Centro ensanduichadas entre Porto e Lisboa. Há 50 anos que se espera uma harmonização no país. A existência de um Ministério para a Coesão Territorial permite LER que ao nível dos poderes centrais é uma constatação que Portugal não é coeso e está a várias velocidades. Não temos a dimensão da vizinha Espanha, mas somos territorialmente maiores do que outros países (pequenos) que apostaram fortemente na descentralização e na regionalização. Custa-me aceitar, também, a assimetria entre o LITORAL e o INTERIOR. Houve decisões que prejudicaram, por exemplo, os concelhos de Coimbra, Miranda, Lousã, Poiares e Arganil com a retirada do comboio deste itinerário prometendo-lhes um metro sobre carris e o que vemos? Vemos aumentar o metro sobre carris em Lisboa e na margem sul, e também no Porto onde aumentaram circulações ferroviárias e o metro que há muito vai até à Póvoa. Por aqui espera-se que cheguem autocarros para fazerem o percurso do antigo Ramal da Lousã e, entretanto, encerraram, tristemente, a estação da CP na baixa da cidade, no coração da urbe. Atentemos nas várias autoestradas que servem Porto e Lisboa e pasmamos por não existir uma autoestrada entre as duas principais cidades da nossa região: de Coimbra a Viseu. Já ouvi prestigiadas personalidades a defenderem que Portugal é tão uniforme que não se justifica a regionalização. Qual quê? Cada vez é mais difícil sobreviver pela nossa Região Centro sofrendo pela falta de rasgo de alguns políticos e pela falta de PROTAGONISTAS como foi PINTO DA COSTA a enaltecer a NAÇÃO PORTISTA, mesmo que tivesse sido a do futebol contra a moirama lisboeta, e reporto-me à letra parcial do fado MOIRAMA, de Frederico de Brito/M.A.Félix (A minha pobre Moirama/Que é irmã gémea de Alfama). Bairro, cidade, área metropolitana, obviamente com mais população no total, Lisboa tem crescido e tem poder o qual parece esconder as fraquezas do resto do país, exceto o Porto, porque este teve quem clamou e tem quem clama pela Invicta e pela Região Norte. POR FAVOR, CHAMEM O DOM AFONSO HENRIQUES.
UNIVERSIDADE SÉNIOR DO MONDEGO
Estive a falar sobre Rádio no Centro Intergeracional Mondego /Universidade Sénior do Mondego, na Rua 25 de abril, em Casas Novas, mais uma obra da Fundação ADFP de Miranda do Corvo. Coexiste com infantário, creche e pré-escola. Foi no Dia dos Namorados e a seguir ao Dia da Rádio. Gostei. A rádio foi a minha paixão ou uma das minhas paixões. E forte. Há, nesta bela instituição, a marca do Dr. Jaime Ramos, mais uma valência dentre dezenas que lançou pela região e que aplaudo. Também evoquei o projeto-lei para a legalização das rádios locais/atribuição de licenças que este ilustre mirandense com magníficas obras assinou, em 1983, em conjunto com o Dr. Dinis Alves. As rádios locais devem ter presente a ação desta dupla. Gratidão em nome das rádios. E um agradecimento pelo bom acolhimento que tive na Universiddae Sénior do Mondego às pessoas do coordenador Dr. Luís Santos e da Rosa Maria Raimundo que foi colega nas lides radiofónicas.