23 de Maio de 2026 | Coimbra
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Sansão Coelho

ACADÉMICA/OAF, VAMOS GANHAR?

24 de Janeiro 2025

No último sábado fui assistir, no Estádio Cidade de Coimbra, ao jogo Académica/OAF-1º de Dezembro. Era um desafio de superior interesse pois a Académica, caso o vencesse, assegurava a passagem à fase seguinte da qual sairão os clubes que disputarão a subida à Liga 2 do futebol português. Inacreditavelmente, no primeiro minuto e uma dezena de minutos depois, a Briosa sofreu dois golos. Pareceu-me que os jogadores não tiveram capacidade, durante a primeira parte, de dar a volta ao resultado embora na segunda parte tivessem uma melhor atitude. No cômputo geral foi muito desagradável o que se viu. Os adeptos apoiaram uma ou outra jogada, mas protestaram, fortemente, perante vários lances perdidos, falta de pressão sobre o adversário e, talvez, porque se assistiu a uma atitude mais defensiva do que ofensiva por parte da equipa. Foi uma jornada para esquecer. Um balde de água fria. Todos sabem a projeção que um clube de futebol pode dar a uma cidade ou a uma região. Neste sábado, dia 25, a ACADÉMICA/OAF defrontará, à tarde, em Lisboa, no Estádio do Restelo, o Belenenses, um emblema prestigiado e que chegou a ser dos mais importantes clubes de Portugal. É um jogo decisivo para uma difícil possibilidade de A BRIOSA disputar a ronda de acesso à Liga 2 e, provavelmente, a meteorologia não irá ajudar. Coimbra, a Universidade e o futebol português precisam da ACADÉMICA/OAF no escalão principal. A BRIOSA é acarinhada em todo o país e até no estrangeiro pelo seu historial, mas não basta a tradição, não chega um histórico notável. São necessárias vitórias e, neste sábado, A BRIOSA tem de se transcender. Será que os jogadores vão conseguir a vitória?

 

EVOCAR TORGA

 

Evoco MIGUEL TORGA tendo sido assinalados, recentemente, os trinta anos do seu falecimento. Esta evocação é formulada com alguma ousadia perante várias páginas torguianas brilhantes e relevantes no plano da ciência literária escritas a propósito da efeméride.  Espero, pois, que não me levem a mal evocar TORGA de forma mais distendida e em concreto na sua ligação à Revista Capa e Batina através do seu diretor Otávio Chau. Fui colaborador desta revista e a redação existente, oficialmente, numa República, transitava, digamos assim, numa espécie de itinerância, para casa de Otávio Chau em Santa Clara. Por algumas vezes ali se reuniram António Arnaut, Miguel Torga e o anfitrião Otávio Chau. Sei que houve textos assinados com pseudónimos, presumindo que seriam de Miguel Torga ou de António Arnaut. Recordo que os tempos eram diferentes porque havia censura. Quem estuda Torga fará bem em procurar edições da citada revista para uma eventual pesquisa de textos torguianos. O padre Valentim que geria com o padre Assis a Gráfica de Coimbra, pertença da Diocese, também privou com Torga que amiúde se deslocava à Gráfica para acompanhar a impressão dos seus livros. A amizade entre os dois foi forte e ali os encontrei, algumas vezes, em amena cavaqueira pois a Revista Capa e Batina era igualmente impressa na referida Gráfica. Sabe bem evocar, informalmente, Miguel Torga. Sempre que possível gosto de mergulhar nos seus textos diarísticos, verdadeiras Meditações. Infelizmente, evoco TORGA e também  ARNAUT, VALENTIM e CHAU  que  não estão fisicamente entre nós.

 


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