Sou do tempo de tempo não haver…
Das palavras com mar e ventania…
Do silêncio de dor e de prazer…
Da suave melopeia da poesia…
Sou do tempo da voz enlouquecer…
Dos abraços beijados de utopia…
Do jeito lânguido de ser e ter…
Da escuridão da noite em pleno dia…
Sou do tempo de só bastar um verso…
Dos sonhos, das entranhas do Universo…
Da casa em cujas portas não há chaves…
Sou do tempo do tempo sem segundos…
Do Mundo que imagina ignotos Mundos…
Das chaminés, da imensidão, das aves…