17 de Abril de 2026 | Coimbra
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TUMO Coimbra radiante com a forma como decorreu o primeiro ano

15 de Novembro 2024

No ano em que assinala o seu primeiro aniversário, o TUMO Coimbra faz um balanço positivo da sua atividade. Pelo espaço, já passaram mais de mil alunos que conseguiram desenvolver a sua autoaprendizagem, bem como melhorar a sua autonomia e confiança. A forte procura por esta escola complementar ao ensino tradicional levou a que, em outubro, o projeto chegasse também a Lisboa.

“Aquilo que é muito distintivo é que esta é uma oferta de grande qualidade. Tanto ao nível do edifício, do equipamento e dos materiais, mas também do recrutamento e da gestão”, explica Filipa Cunha, diretora do TUMO Coimbra, em declarações ao “O Despertar”. Localizado no icónico edifício dos Correios, Telégrafos e Telefones de Coimbra, o centro tem como objetivo oferecer aos alunos a oportunidade de terem mais conhecimento em áreas ligadas à tecnologia, de modo a que estes possam perceber do que é que, realmente, gostam.

A oferta é gratuita a jovens entre os 12 e os 18 anos e pretende “promover o desenvolvimento educativo, criativo, cultural e tecnológico” dos inscritos de forma extracurricular. Para isso, as atividades do TUMO Coimbra estão organizadas de acordo com o calendário letivo, “por uma questão de comodidade logística das famílias que já organizam a sua vida consoante esse calendário”, afirma Filipa Cunha.

 

Mais de 1100 inscritos

Com capacidade para receber 1500 jovens, o TUMO Coimbra tem, neste momento, mais de 1100 alunos. Todavia, este número promete aumentar nos próximos meses, já que as entradas são flexíveis e, geralmente, sobem entre os meses de setembro e dezembro. “A cada quatro semanas nós colocamos alunos novos. Portanto, não há um impedimento curricular para o jovem só entrar no início do ano. Pode entrar em qualquer altura sem que seja prejudicado na componente do programa”, admite a diretora.

Além disso, este ano, o centro inseriu uma novidade com vista a facilitar a vida das famílias: alterou os horários de funcionamento e aumentou a oferta. “Agora é possível ter quatro horas de atividades ao sábado de manhã ou à tarde. Isto permite-nos ter alunos que não conseguem vir durante a semana ou que vêm de longe”, adianta a responsável. A verdade é que esta alteração tem contribuído para atrair estudantes de fora de Coimbra.

“Normalmente, dizemos que as coisas só acontecem nas capitais e, de repente, temos alguma descentralização e isso é muito interessante”, orgulha-se Filipa Cunha.

 

Valorizar a região

O conceito nasceu, há cerca de 12 anos, na Arménia e, rapidamente, se espalhou pelo resto do mundo. O TUMO Coimbra destaca-se por ter sido o primeiro em Portugal e na Península Ibérica, o que, na opinião da sua diretora, representa “uma grande capacidade de inovar” na localidade. “Felizmente, tivemos um conjunto de pessoas muito comprometidas em trazer alguma coisa de novo e de refrescante à cidade. Obviamente, no setor educativo, mas também com um espírito de trabalho colaborativo com as escolas”, salienta. 

Não obstante, esta iniciativa tem contribuído ainda para provar aos mais novos que é possível encontrarem mais-valias no centro do país. “É importante dar a conhecer aos jovens as oportunidades que têm na região onde vivem. Vejo com muito bons olhos potenciarmos aquilo que temos (…) e mostrar que a inovação e a economia não se desenvolvem apenas nos grandes centros ou nas grandes cidades”, acrescenta.

Com um programa que abrange oito áreas distintas, o TUMO Coimbra parece agradar cada vez mais aos seus alunos. Fotografia, desenvolvimento de jogos e música são as vertentes mais procuradas pelos inscritos. De acordo com Filipa Cunha, os jovens que chegam ao centro têm uma “extraordinária capacidade reflexiva”, o que a leva a confessar que “não estou nada de acordo com quem diz que estas gerações não têm capacidades, porque têm muitas mesmo”.

 

Replicar modelo de aprendizagem

Há um ano em funcionamento, o TUMO Coimbra não podia estar mais satisfeito com a forma como foi acolhido pela população. “Tivemos uma série de iniciativas ligadas a empresas e a entidades culturais que quiseram mostrar o que temos, aqui, na região. Da parte das famílias, o acolhimento foi muito bom e estas estão muito contentes com o que conseguimos desenvolver este ano”, conta a responsável.

Dentro das competências trabalhadas pelo centro junto dos seus alunos, a diretora destaca a autonomia e a confiança. Por um lado, o facto de não serem atribuídas notas, nem serem realizados exames/testes, “faz com que a pressão diminua, o que significa que o nível de confiança aumenta e os resultados sejam melhores”. Por outro, o facto de se focarem na sua autoaprendizagem torna-os mais autónomos e, por consequência, mais preparados e capazes.

Em termos futuros, o TUMO Coimbra tem como ambição chegar aos 1500 alunos, isto é, à sua capacidade total, mas não só. Após a abertura do TUMO Lisboa, em outubro passado, o centro pretende ser um exemplo para que mais espaços como este possam surgir no país. “Depois de Lisboa, estamos com bastante energia para abrir novos centros. O nosso objetivo é que, nos próximos 5/6 anos, consigamos abrir mais centros no país”, conclui Filipa Cunha.

 


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