Lemos, por acaso, o artigo de opinião “Abril mais longe, mas resiste” do autor com responsabilidades nos domínios da medicina e da política, e a primeira conclusão foi a de que, além das aptidões que manifesta é também oráculo, o que é útil ou talvez não.
Mas não carecia, nem será de bom tom, amesquinhar os adversários para tentar sublimar, com ênfase, o seu partido. Citemo-lo, a esparsos: “venceu a comunicação dos agentes políticos mostrando-se como malabaristas, fazendo promessas que não cumprirão e ataques de caráter…”; (abrimos um parêntesis para aconselhar o autor a ler o orçamento do governo do PS, empossado em 26/11/2015, e a ouvir as vaias de PNS à AD e ao seu presidente, durante a campanha eleitoral); “venceu a comunicação social que deturpou debate e investigação séria…,”.
Se o autor não fosse parcial convicto, revia a matéria e optava, em seu proveito, por ouvir os comentários e as opiniões do povo, que é quem sofre com as “opíparas” medidas do seu governo: saúde, ensino, habitação, justiça, emigração dos jovens, situação caótica dos imigrantes, administração pública, cuja reforma está no tinteiro e os fundos do PRR a escapulirem-se, etc.
“perdemos cidadãos, porque verão as suas vidas a andarem para trás… a não resolução dos problemas do povo, a carga fiscal ao invés da esperança prometida”. (Tem graça, durante o seu governo também não ganharam). “Ganhou o PSD (que de social-democracia pouco tem), recorrendo a truques e trocadiljos, apresentando múmias que são donos da palavra sem o dom do conhecimento, recorrendo a oferecimentos sem nexo e incumpríveis…”
“Perdeu o PS, que apesar do seu discurso sólido e mérito…, não conseguiu libertar-se dos casos, casinhos e casões…”, (diremos nós, a ele se devem exclusivamente, com um lote de receitas-promessas não aviadas, expurgação de quinze ministros e secretários de Estado, só no último ano, falta de investimento em troca das cativações e das contas certas), ”Temos um governo de direita legitimado por incautos, crédulos, ressaibiados, jóvens…governo que não contribuiu para Abril, que o detesta ou que não sabe o que é…” “Brevemente teremos novas eleições. E o povo fará a mudança necessária”.
Tais são as profecias, que aconselhamos o opinante a estar atento à comunicação social, falada e escrita, para se redimir. E nada mais acrescentamos, por um princípio de ética educacional e política.
(cfr. O Campião das Províncias, de 14/3/2024)